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Maduro: ‘Forças imperialistas que tiraram Evo querem me derrubar’

Presidente venezuelano pediu que milícias de apoiadores patrulhem as ruas do país em meio às ameaças de protestos da oposição marcados para sábado

Por Da Redação - 13 nov 2019, 03h55

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um apelo às milícias civis, na terça-feira, 12, para que patrulhem as ruas do país em meio às ameaças de protestos da oposição. O líder oposicionista Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, convocou uma manifestação contra o regime para o sábado, 16.

Em pronunciamento televisivo, Maduro, sentado entre líderes militares, ordenou que os cerca de 3,2 milhões de civis venezuelanos que integram milícias intensifiquem as rondas nas ruas em todo o país. Ele disse que as mesmas forças “imperialistas” que derrubaram o presidente boliviano Evo Morales no domingo, 10, querem tirá-lo do poder.

No domingo, Maduro, e o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel chamaram de “golpe de Estado” o processo que culminou com a renúncia de Evo Morales à presidência da Bolívia.

“Condenamos categoricamente o golpe de Estado consumado contra o irmão presidente Evo Morales”, disse Maduro no Twitter. Ele acrescentou ainda que os “movimentos sociais e políticos do mundo” se declaram “em mobilização para exigir a preservação da vida dos povos nativos bolivianos vítimas do racismo”.

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Nesta terça-feira, a senadora de direita Jeanine Áñez se declarou presidente interina da Bolívia, mesmo sem aval do parlamento, e indicou que novas eleições serão realizadas no país em janeiro. Evo Morales se asilou no México se dizendo vítima de um golpe de Estado.

(Com Estadão Conteúdo e EFE)

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