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Macri anuncia investigações para apurar ‘toda a verdade’ sobre submarino

Presidente argentino não tratou sobre pedido das famílias para resgatar ARA San Juan. Ministro disse que país não tem condições de fazer operação

Por EFE 17 nov 2018, 23h05

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, disse neste sábado 17 que a confirmação da morte, “em circunstâncias dramáticas”, dos 44 tripulantes do submarino ARA San Juan causa “enorme dor” e ressaltou que começará agora uma etapa de investigações para se saber “toda a verdade”.

“Uma verdade com a qual estamos comprometidos desde o primeiro dia e que é necessária para honrar e respeitar nossos heróis e seus familiares, aos quais desejo toda a força para superar esta grande dor”, declarou Macri em um vídeo institucional.

Mauricio Macri não se referiu ao pedido das famílias de resgatar o submarino. O ministro da Defesa da Argentina, Oscar Aguad, disse que o país não tem meios para a operação de retirada do ARA San Ruan do mar.

Na madrugada passada, a Marinha confirmou que os destroços do ARA San Juan foram localizados a uma profundidade de 800 metros no Oceano Atlântico, a 600 quilômetros da cidade de Comodoro Rivadavia, justamente um ano e um dia depois de se comunicar pela última vez. Ao longo do dia, com imagens feitas no local, a Marinha informou que a embarcação sofreu uma implosão quando desapareceu, se dividindo em várias partes.

“O ministério da Defesa confirmou que a equipe de busca da Ocean Infinity (empresa encarregada da operação) reportou que os destroços do submarino San Juan foram achados em uma área próxima aonde tinha se reportado pela última vez”, explicou o presidente.

  • Mauricio Macri confirmou em “homenagem” aos tripulantes vai decretar “luto nacional por três dias”. Ele também declarou que os 366 dias desde o desaparecimento foram “muito difíceis para todos os argentinos, mas muito especialmente para os familiares dos tripulantes”.

    “Hoje é o dia mais triste. Trata-se de uma heroína e 43 heróis que deixaram um vazio nas vidas de seus entes queridos”, disse Macri.

    “Escolheram uma profissão de risco. Dedicaram sua vida a nos defender e cuidar de nosso mar com dignidade e orgulho. Levaram adiante sua tarefa com patriotismo, vocação de serviço e coragem. São um exemplo valioso para muitos argentinos”, enfatizou o presidente argentino.

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