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Lacalle Pou defende Mercosul livre de questões ideológicas

Novo presidente do Uruguai tomou posse neste domingo. Jair Bolsonaro acompanha a cerimônia

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 19h28 - Publicado em 1 mar 2020, 19h03

Em seu primeiro discurso, o novo presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, pregou um fortalecimento do Mercosul e defendeu que questões ideológicas que podem diferenciar os países integrantes do bloco econômico sejam deixadas de lado.

“Não deve importar a ideologia política de cada membro do Mercosul (…) Se deixarmos de lado essas questões ideológicas que podem nos diferenciar, o bloco irá se fortalecer no conjunto internacional”, disse o centro-direitista, que, com sua posse, neste domingo, encerrou 15 anos de governos de esquerda no Uruguai.

O presidente Jair Bolsonaro acompanha a cerimônia em Montevidéu, onde chegou a cumprimentar apoiadores e a erguer a bandeira do país vizinho. As diferenças entre Bolsonaro e o presidente argentino Alberto Fernández pesam sobre o bloco, formado também pelo Paraguai.

No discurso de 30 minutos, o sucessor de Tabaré Vázquez ressaltou os temas que serão prioridade em sua gestão. O novo presidente deu grande ênfase à questão da segurança, um dos pontos mais importantes e amplamente discutidos pela sociedade uruguaia nos últimos anos, após uma escalada da violência. Conforme analistas, a pauta foi um fator relevante para a derrota da Frente Ampla, de esquerda.

“Estamos diante de uma emergência. O orçamento de segurança pública quadruplicou desde 2005, e, apesar do gasto, a piora aumenta a cada dia”, assinalou.  Lacalle Pou anunciou que irá convocar amanhã “todas as hierarquias policiais do país, para lhes dar orientações claras sobre a estratégia a ser levada adiante” frente à “enorme maioria de uruguaios que se sentem desprotegidos”.

Lacalle Pou também citou o número de desempregados no país e destacou a importância de agir sobre o custo dos serviços: “Temos um compromisso do qual não se pode fugir, de melhorar a qualidade e o preço dos serviços públicos, adequar os recursos humanos do Estado, gerar apoio direto às micro, pequenas e médias empresas”.

(Com AFP e Agência Brasil)

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