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Kadafi pede a líbios que se manifestem contra rebeldes

Ex-ditador também questionou a legitimidade do CNT como governo

Por Da Redação - 6 out 2011, 15h42

O ditador deposto da Líbia, Muamar Kadafi, pediu aos líbios que se manifestem “aos milhões” contra o novo governo, o Conselho Nacional de Transição (CNT), em uma mensagem de áudio difundida nesta quinta-feira pelo canal Arrai, com sede na Síria.

Entenda o caso

  1. • A revolta teve início no dia 15 de fevereiro, quando 2.000 pessoas organizaram um protesto em Bengasi, cidade que viria a se tornar reduto da oposição.
  2. • No dia 27 de março, a Otan passa a controlar as operações no país, servindo de apoio às tropas insurgentes no confronto com as forças de segurança do ditador, que está no poder há 42 anos.
  3. • Após conquistar outras cidades estratégicas, de leste a oeste do país, os rebeldes conseguem tomar Trípoli, em 21 de agosto, e, dois dias depois, festejam a invasão ao quartel-general de Kadafi.
  4. • A caçada pelo coronel continua. Logo após ele divulgar uma mensagem em que diz que resistirá ‘até a vitória ou a morte’, os rebeldes ofereceram uma recompensa para quem o capturar – vivo ou morto.

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“Convoco o povo líbio, homens e mulheres, para sair para se manifestar aos milhões nas ruas, nas praças e em todas as cidades”, disse Kadafi, sublinhando que a situação na Líbia se tornou “insustentável”. “Não temam ninguém, vocês são o povo, pertencem a esta terra. Façam ouvir sua voz contra os colaboracionistas da Otan”, acrescentou, em alusão aos dirigentes do CNT.

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Kadafi também questionou a legitimidade do CNT como governante. “Como o CNT conseguiu essa legitimidade? O povo líbio o elegeu? O povo líbio o apontou?”, questionou. “Vão em paz, sejam corajosos, se levantem, vão às ruas, levantem suas bandeiras verdes (do regime de Kadafi) ao céu”, completou.

Fuga – Também nesta quinta-feira, um dos filhos do ditador, Mutassim Kadafi, fugiu de Sirte, um dos últimos redutos favoráveis ao antigo regime. Segundo um porta-voz dos rebeldes, ele estaria se movendo em direção ao sul do país. “A última informação que temos sobre ele (Mutassim) é que deixou Sirte no último domingo,” disse o porta-voz Ahmed Bani.

(Com agência France-Presse)

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