Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Justiça turca suspende fechamento do Twitter

Apesar da suspensão, o acesso ao serviço de microblog seguia bloqueado. Primeiro-ministro Recep Erdogan pode também proibir o YouTube

Por Da Redação
26 mar 2014, 08h58

Um tribunal administrativo de Ancara emitiu nesta quarta-feira uma ordem que suspende o banimento do Twitter na Turquia, informou a emissora local NTV. Por enquanto, porém, as autoridades não retiraram o bloqueio. Após uma denúncia da União de Colegiados de Advogados da Turquia, o tribunal decidiu suspender o bloqueio por “ameaçar os fundamentos do Estado de direito”. Nesta quarta, até pelo menos as 12h20 locais (7h20 de Brasília), o acesso ao Twitter permanecia suspenso e a única forma de uso possível era através ferramentas de navegação anônima para mascarar a origem do acesso.

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse em entrevista na noite de terça que não só manterá o bloqueio ao Twitter como também poderia suspender o YouTube. “Se vocês [as empresas] não corrigem sua atitude, fecharemos as páginas. Se se ajustarem às normas, levantaremos a proibição. O que é Twitter? É uma empresa, por trás está o YouTube. Trabalham com os advogados do YouTube”, disse Erdogan O primeiro-ministro afirmou que a Turquia tinha pedido ao Twitter para que bloqueasse “700 postagens”, mas que a companhia só tinha retirado “uma ou duas”.

Leia também

Depois do bloqueio ao Twitter, o alvo da Turquia pode ser o Youtube

Presidente da Turquia burla veto e critica Erdogan pelo Twitter

Istambul tem outro dia de tensão por funeral de jovem morto

Segundo uma investigação divulgada pelo jornal Hürriyet Daily News, praticamente todas as denúncias do governo turco contra conteúdos do Twitter ocorreram a partir de dezembro do ano passado, o que sugere uma tentativa de impedir a publicação do escândalo de corrupção que veio à tona na época. No último trimestre, e em um ambiente de campanha eleitoral tensa para as eleições municipais deste domingo, o Twitter foi um dos meios preferidos para se divulgar links com as gravações de voz de supostas conversas telefônicas de Erdogan com seu círculo próximo.

Continua após a publicidade

Saiba mais: Ex-aliado, clérigo se torna ameaça a governo de Erdogan

A última gravação, divulgada na madrugada desta quarta no YouTube, reproduz uma suposta conversa na qual se conclui que foi o próprio Erdogan, em 2010, que coordenou o vazamento anônimo de um vídeo que comprovava uma relação extraconjugal do então líder da oposição Deniz Baykal. Tanto Baykal, que renunciou após o vídeo ser divulgado, como seu sucessor, Kemal Kiliçdaroglu, pediram hoje “explicações imediatas” ao primeiro-ministro. “Nunca se viu tanta imoralidade. De fato, nunca se encontrou os culpados. Ele é o responsável. Uma pessoa que fez algo assim não pode seguir ocupando a cadeira do primeiro-ministro”, criticou Kiliçdaroglu.

(Com agência EFE)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.