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Gastos de Andrew como enviado comercial entram na mira e geram nova controvérsia

Ex-funcionários públicos relatam despesas do irmão do rei Charles III com 'serviços de massagem' e viagens internacionais

Por Sara Salbert Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 fev 2026, 09h48 • Atualizado em 23 fev 2026, 09h58
  • O ex-príncipe britânico Andrew enfrenta acusações de ex-funcionários públicos sobre cobrança de despesas excessivas durante o período no qual atuou como enviado comercial do Reino Unido, informou a emissora britânica BBC. 

    Segundo relatos, o irmão do rei Charles III teria exigido despesas consideradas exageradas, incluindo pedidos de “serviços de massagem” e custos de viagens internacionais. 

    Um ex-funcionário do departamento de comércio do Reino Unido no início dos anos 2000 relatou ter se recusado a pagar uma dessas despesas durante uma visita de Andrew ao Oriente Médio, mas que sua decisão foi anulada por superiores.

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    “Eu achei que estava errado… Eu disse que não deveríamos pagar, mas acabamos pagando de qualquer forma”, disse o ex-funcionário à BBC.

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    Outra fonte ouvida pela emissora britânica, um ex-alto funcionário de Whitehall, confirmou despesas similares, incluindo diversos voos, além de um número desproporcional de quartos de hotel e gastos para a comitiva do ex-príncipe.

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    “Não podia acreditar… era como se não fosse dinheiro real, eles não estavam gastando nada do próprio bolso”, disse a fonte, acrescentado que não tinha “nenhuma dúvida” sobre a veracidade das informações. 

    O ex-alto funcionário ainda afirmou que os custos “desapareciam em diferentes orçamentos”, dificultando o rastreamento, e que não havia clareza sobre quem de fato fazia parte da comitiva.

    Um ex-funcionário do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein relatou que Andrew recebia uma “massagem diária” quando o visitava.

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    O cargo ocupado por Andrew na época não era remunerado, mas ele contava com apoio de funcionários públicos e recursos dos contribuintes para suas viagens.

    Na quinta-feira, Andrew deixou a delegacia após ser preso pela polícia do Reino Unido em meio a investigações de má conduta no exercício de cargo público, que envolveriam possíveis ligações com Epstein. O irmão do rei Charles III ficou detido por cerca de 11 horas.

    A investigação está ligada a e-mails tornados públicos nos milhões de documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos relacionados ao financista Epstein, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual.

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    As mensagens sugerem que Andrew teria compartilhado relatórios de visitas oficiais a países como Hong Kong, Vietnã e Singapura, além de um suposto documento confidencial sobre oportunidades de investimento na reconstrução da província de Helmand, no Afeganistão.

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