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Júri dos EUA condena três homens brancos pelo assassinato de Ahmaud Arbery

Jovem negro de 25 anos saiu de casa para fazer exercícios num bairro de maioria branca em Brunswick, na Geórgia

Por Ernesto Neves Atualizado em 24 nov 2021, 17h29 - Publicado em 24 nov 2021, 17h11

O júri da cidade portuária de Brunswick, na Geórgia, sul dos Estados Unidos, condenou nesta quarta-feira (24) três homens brancos pelo assassinato de Ahmaud Arbery, um jovem negro de 25 anos.

Arbery deixou seu apartamento para praticar exercícios físicos em fevereiro de 2020 quando foi perseguido e alvejado por tiros de espingarda disparados por Greg McMichael, de 65 anos.

O assassino estava acompanhado pelo filho, Travis McMichael, 35, e o vizinho dos dois, William Bryan, 52.

O júri considerou Travis McMichael culpado de nove crimes, incluindo homicídio doloso e lesão corporal grave. Gregory McMichael e William Bryan foram considerados culpados de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, lesão corporal grave e crimes menores.

Os três devem ser sentenciados a prisão perpétua. Cabe ao juiz decidir, porém, se a sentença terá possibilidade de liberdade condicional.

Momentos depois dos veredictos serem anunciados, o pai de Arbery, Marcus, foi visto chorando e abraçando apoiadores do lado de fora do tribunal. “Ele não fez nada, apenas correu”, declarou.

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Segundo relato de testemunhas os McMichaels pegaram as armas e entraram numa caminhonete para perseguir Arbery após vê-lo praticando corrida nas proximidades do bairro.

Durante a perseguição, o vizinho, Bryan, se juntou aos dois em outra picape. Ele também gravou um vídeo no celular de Travis McMichael enquanto atirava em Arbery.

Embora os promotores não tenham usado o argumento do racismo como motivação para o crime, autoridades federais acusaram os três de crimes de ódio, alegando que eles perseguiram e mataram Arbery porque o jovem era negro.

O júri do caso tem na composição 11 pessoas brancas e 1 negra, uma divisão que causou indignação pública. 

Para efeito de comparação, em outro caso de racismo que mobilizou a opinião pública, a morte de George Floyd por asfixia numa abordagem policial,  em maio de 2020, contou com quatro jurados negros, seis brancos e dois multirraciais. 

Americanos fazem vigília em frente ao tribunal de Brunswick, na Geórgia, enquanto aguardam veredito

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