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Israel derruba casa de palestino que matou colono judeu

Houve confronto com militares durante a destruição do imóvel, a punição adicional para dissuadir potenciais agressores

Por Da Redação Atualizado em 28 ago 2018, 17h31 - Publicado em 28 ago 2018, 15h48

As forças de segurança de Israel demoliram nesta terça-feira 28, na cidade de Khobar, na Cisjordânia ocupada, a casa de um palestino que no mês passado foi morto após esfaquear três colonos no assentamento judaico de Adam, matando um deles.

Filmagens distribuídas pelos militares mostram uma escavadeira blindada destruindo a estrutura. Durante a operação de demolição, dezenas de palestinos entraram em confronto com os soldados israelenses.

Segundo o Exército, os palestinos “lançaram pedras e bombas caseiras”, queimaram pneus e também jogaram fogos de artifício, ao que “as tropas responderam com veículos de dispersão antidistúrbios”, sem que houvesse feridos durante a ação.

  • Mohammed Tareq Ibraham Dar Youssef, de 17 anos, invadiu o assentamento de Adam em 26 de julho e esfaqueou três pessoas, matando Yotam Ovadia, de 31 anos. Um dos feridos matou o palestino a tiros, informaram os militares.

    O tio de Dar Youssef, Khaled Abu Ayyoush, disse que os pais, dois irmãos e duas irmãs do jovem moravam na casa destruída hoje pelo Exército israelense. A família, segundo ele, não tinha ideia de sua intenção de realizar o ataque no assentamento judaico.

    “Por que eles têm culpa? A política contínua de punição coletiva de Israel é impiedosa”, disse Abu Ayyoush.

    Após a demolição, o ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, escreveu em sua conta do Twitter que “ao sétimo dia do assassinato de Yotam Ovadia, na sua residência, em Adam, eu disse para a viúva e seus pais que em breve destruiríamos a casa do terrorista” e, na noite passada, “este círculo foi fechado”.

    A Suprema Corte israelense vem mantendo a política de demolições, que autoridades do Estado judeu qualificaram como punitiva e também dissuasiva para agressores em potencial.

    (Com Reuters e EFE)

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