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Irmãos Kouachi eram monitorados pela inteligência francesa

O primeiro-ministro, Manuel Valls, reconheceu que os irmãos suspeitos do ataque contra a revista eram observados por causa do extremismo religioso

Por Da Redação 8 jan 2015, 08h04

O francês Cherif Kouachi, de 32 anos, procurado com seu irmão Said, de 34, pelo ataque que deixou doze mortos na revista satírica Charlie Hebdo, é um jihadista muito conhecido pelos serviços de inteligência franceses que combatem o terrorismo, condenado em 2008 por participar de uma rede de recrutamento de combatentes para o Iraque. Em entrevista à emissora de rádio RTL, o primeiro-ministro da França, Manuel Valls, reconheceu que os irmãos Kouachi estavam sendo monitorados pelas forças de ordem por causa de seu extremismo religioso. “O serviço secreto os conhecia”, afirmou Valls. O político, porém, frisou que “centenas” de pessoas são monitoradas por possíveis relações com o terrorismo e que não é possível controlar todas elas. “Não existe risco zero”, admitiu.

Nascido em 28 de novembro de 1982 em Paris, e apelidado Abu, Cherif Kouachi integra a chamada ‘rede de Buttes-Chaumont’ O grupo jihadista atua sob a autoridade de Farid Benyettu, um extremista condenado e preso na França por recrutar jovens para enviá-los ao Oriente Médio. Os jovens eram aliciados para se tornarem jihadistas e serem incorporados ao braço iraquiano da Al Qaeda.

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A foto divulgada pela polícia francesa mostra Cherif com a cabeça raspada e uma barbicha no queixo. As autoridades ressaltaram que ele pode “estar armado e é perigoso”, assim como seu irmão Said, nascido em 7 de setembro de 1980, também em Paris. Os dois irmãos são suspeitos de ter cometido o massacre na Charlie Hebdo, que deixou doze mortos e onze feridos na manhã de quarta-feira, em Paris. A carteira de identidade de um dos dois homens foi encontrada em um carro abandonado pelos foragidos no nordeste de Paris.

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O suspeito de ser o motorista dos irmãos se apresentou à polícia na noite de quarta-feira no nordeste da França. Mourad Hamyd, de 18 anos, é cunhado de Cherif Kouachi. Hamyd se apresentou à polícia na cidade de Charleville-Mézières “ao ver que seu nome circulava nas redes sociais”, explicou à agência France-Presse uma fonte próxima ao caso.

(Com agência France-Presse)

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