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Irã nega interrogatório de ministro da Defesa pela Argentina

Argentina firmou acordo com regime dos aiatolás para investigar atentado contra comunidade judaica realizado em 1994

Por Da Redação 12 fev 2013, 12h03

O Irã negou nesta terça-feira que seu ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, será interrogado pela Justiça argentina como parte do acordo firmado entre os dois países para investigar um atentado realizado em 1994 contra o centro da comunidade judaica Associação Mutual Israelita Argentina (Amia). O ataque teve um saldo de 85 mortos e mais de 300 feridos – e oito iranianos, entre eles Vahidi, são acusados pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) de envolvimento no crime.

Segundo o documento assinado por Argentina e Irã, os países criam uma “comissão da verdade” conjunta, formada por juristas “independentes”, que ficará responsável por revisar as atuações judiciais em relação ao atentado e recomendar um plano de ação para seu esclarecimento.

“O tema do interrogatório de um dirigente iraniano é totalmente falso. Parece que os que se inquietam com este acordo difundem este tipo de informação”, declarou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast. Em 30 de janeiro, o chanceler argentino, Héctor Timerman, anunciou que Ahmad Vahidi seria interrogado por um juiz argentino em Teerã como parte do acordo bilateral.

Em função do atentado contra a AMIA, Buenos Aires reclama desde 2006 a extradição de oito iranianos, entre eles o atual ministro da Defesa, o ex-presidente Ali Rafsanjani (1989-1997) e o ex-chanceler Ali Akbar Velayati, todos eles com ordem de prisão internacional despachada pela Interpol. A Justiça argentina também suspeita da responsabilidade do Irã na explosão de um carro-bomba em 1992 diante da embaixada de Israel em Buenos Aires, que deixou 29 mortos e 200 feridos.

O Irã sempre desmentiu qualquer envolvimento nesses atentados.

(Com agência France-Presse)

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