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Incêndios na Austrália ameaçam 327 espécies de plantas e animais

Fogo destruiu grande parte do habitat de muitos animais; lista inclui mamíferos, aves e répteis

Por Da Redação - 20 jan 2020, 15h33

Os incêndios florestais na Austrália ameaçam 327 espécies de plantas e animais, de acordo com relatório do Ministério do Meio Ambiente do país divulgado nesta segunda-feira, 20. Segundo o estudo, 80% do habitat dessas espécies foi destruído pelo fogo.

A lista inclui 272 espécies de plantas, dezesseis mamíferos, catorze de sapos, nove de aves, sete de répteis, quatro de insetos, quatro de peixes e uma de aranha. Destas espécies, 31 foram classificadas como “ameaçadas de extinção”, outras 110 como “em perigo” e 186 como “vulneráveis”.

O status de algumas dessas espécies terá que ser revisado pelo Comitê Científico de Espécies Ameaçadas de Extinção quando o impacto for melhor compreendido”, afirmou o Ministério.

A área atingida pelos incêndios soma agora mais de 80.000 quilômetros quadrados, o equivalente a duas vezes o estado do Espírito Santo.

A Austrália é um dos dez países mais biodiversos do mundo. Graças ao seu isolamento de outros continentes, cerca de trezentas espécies que lá habitam são nativas e, destas, 244, ou 81%, são endêmicas, ou seja, encontradas somente no país.

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Esses dados oficiais são revelados após um grupo de cientistas da Universidade de Sydney ter estimado que os incêndios teriam afetado meio bilhão de animais, incluindo um grande número de coalas, classificados como “vulneráveis à extinção”.

Chuvas

Também nesta segunda-feira, tempestades causaram fortes chuvas em regiões atingidas pelo fogo no leste da Austrália, com granizo caindo em algumas áreas.

Mais de 80 incêndios ainda estavam queimando em Nova Gales do Sul e Vitória, apesar das chuvas, segundo a emissora britânica BBC. O governador de Vitória, Daniel Andrews, disse que as chuvas ajudam, mas é preciso manter-se vigilante. “É apenas 20 de janeiro, a temporada de incêndios está longe de terminar”, afirmou.

O vento e chuva fortes também causaram violentas tempestades de poeira, que varreram Nova Gales do Sul.

Desde setembro, o fogo matou pelo menos trinta pessoas e destruiu mais de 2.000 casas. A crise foi exacerbada por temperaturas recordes, acima dos 40º C, além de uma seca severa e mudanças climáticas. Historicamente, os piores incêndios ocorrem no final de janeiro e fevereiro, mas autoridades australianas alertaram que graves incêndios poderiam continuar até abril.

(Com EFE)

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