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Greta Thunberg rejeita prêmio ambiental de 200 mil reais

Ativista sueca recusou premiação do Conselho Nórdico porque países do norte da Europa ‘não fazem nada’ pelo Planeta

Por Da Redação Atualizado em 30 out 2019, 10h58 - Publicado em 30 out 2019, 10h46

A ativista Greta Thunberg rejeitou um prêmio ambiental do Conselho Nórdico no valor de 207.000 reais (500.000 coroas suecas). Segundo a adolescente sueca de 16 anos, “o movimento climático não precisa de mais prêmios”, mas sim que “os políticos e pessoas no poder comecem a ouvir a ciência”.

Em uma postagem no Instagram, Thunberg também criticou a política dos países nórdicos em relação ao meio ambiente.

“Os países nórdicos têm uma grande reputação em todo o mundo quando se trata de questões climáticas e ambientais”, escreveu. “Mas quando se trata de nossas emissões reais e de nossas pegadas ecológicas per capita – se incluirmos nosso consumo, nossas importações, além de aviação e transporte marítimo -, então é uma história totalmente diferente”.

“Pertencemos a países que têm a possibilidade de fazer mais. E, no entanto, nossos países basicamente não fazem nada ainda”, disse.

Segundo Greta, até que os países comecem “a agir de acordo com a ciência” e lutem pela diminuição da temperatura global,  ela e seu projeto Fridays For Future não aceitarão o prêmio do Conselho Nórdico ou o dinheiro da premiação.

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I have received the Nordic Council’s environmental award 2019. I have decided to decline this prize. Here’s why: “I am currently traveling through California and therefore not able to be present with you today. I want to thank the Nordic Council for this award. It is a huge honour. But the climate movement does not need any more awards. What we need is for our politicians and the people in power start to listen to the current, best available science. The Nordic countries have a great reputation around the world when it comes to climate and environmental issues. There is no lack of bragging about this. There is no lack of beautiful words. But when it comes to our actual emissions and our ecological footprints per capita – if we include our consumption, our imports as well as aviation and shipping – then it’s a whole other story. In Sweden we live as if we had about 4 planets according to WWF and Global Footprint Network. And roughly the same goes for the entire Nordic region. In Norway for instance, the government recently gave a record number of permits to look for new oil and gas. The newly opened oil and natural gas-field, ”Johan Sverdrup” is expected to produce oil and natural gas for 50 years; oil and gas that would generate global CO2 emissions of 1,3 billion tonnes. The gap between what the science says is needed to limit the increase of global temperature rise to below 1,5 or even 2 degrees – and politics that run the Nordic countries is gigantic. And there are still no signs whatsoever of the changes required. The Paris Agreement, which all of the Nordic countries have signed, is based on the aspect of equity, which means that richer countries must lead the way. We belong to the countries that have the possibility to do the most. And yet our countries still basically do nothing. So until you start to act in accordance with what the science says is needed to limit the global temperature rise below 1,5 degrees or even 2 degrees celsius, I – and Fridays For Future in Sweden – choose not to accept the Nordic Councils environmental award nor the prize money of 500 000 Swedish kronor. Best wishes Greta Thunberg”

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  • Greta começou o movimento Fridays For Future ao matar aula para protestar sozinha em frente ao Parlamento de seu país todas as sextas-feiras. Seu ativismo a tornou um dos rostos da luta contra a mudança climática em todo o mundo.

    Em setembro, a adolescente discursou na abertura da Cúpula da Ação Climática das Nações Unidas e acusou os líderes mundiais de terem traído sua geração por meio da falta de ação diante do aquecimento global.

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