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Grã-Bretanha planeja referendo sobre permanência na UE

Primeiro-ministro David Cameron promete consulta popular sobre manutenção no bloco caso os conservadores vençam nas próximas eleições, em 2015

Por Da Redação - 23 jan 2013, 04h17

O primeiro-ministro David Cameron vai prometer, nesta quarta-feira, consultar os britânicos entre 2015 e 2017 sobre a manutenção da Grã-Bretanha na União Europeia, segundo trechos de um discurso apresentados pelo seu gabinete.

Cameron vai dizer que, em caso de vitória do seu Partido Conservador nas eleições de 2015, vai renegociar as condições do país com o bloco continental para, em seguida, questionar a população sobre a permanência da Grã-Bretanha na UE. “Quando tivermos negociado esse novo acordo, daremos ao povo britânico um referendo com uma escolha muito simples: dentro ou fora”.

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No aguardado discurso, que já foi adiado diversas vezes nos últimos meses – a última delas na semana passada devido à crise dos reféns na Argélia -, Cameron vai justificar a necessidade do referendo citando o “desencanto atual da opinião pública” com os rumos da União Europeia. “As pessoas consideram que a UE ruma para uma direção que nunca quiseram. Elas não gostam das interferências em nossa vida nacional, através de leis e regulamentos que consideram supérfluos.”

Pressão interna – Com o discurso desta quarta, Cameron tenta aliviar a pressão que vem sofrendo de parlamentares de seu próprio partido que desejam uma relação mais flexível entre a Grã-Bretanha e a União Europeia. Por outro lado, muitos ingleses consideram que o “ultimato” do premiê sobre a UE pode causar danos econômicos e diplomáticos para a Grã-Bretanha.

Além de desagradar os líderes do bloco europeu, o pronunciamento de Cameron também não deve ser bem recebido por um dos principais aliados de Londres, os Estados Unidos, que já afirmaram que desejam a manutenção da Grã-Bretanha como uma “voz forte” dentro da UE.

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Oposição – O líder do opositor Partido Trabalhista, Ed Miliband, afirmou na noite de terça que o discurso de Cameron vai defini-lo como “um primeiro-ministro fraco, dirigido pelos interesses de seu partido e não pelos da nação”. “Em outubro de 2011, ele foi contra convocar um referendo por causa da incerteza que isso traria para o país. A única coisa que mudou de lá para cá foi que ele perdeu o controle sobre o próprio partido”, acusou Miliband.

(Com agências France-Presse e Reuters)

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