Clique e assine com 88% de desconto

Governo egípcio volta a exigir fim de protestos pró-Mursi

Por Da Redação - 3 ago 2013, 10h13

O Ministério do Interior do Egito voltou a pedir que os milhares de manifestantes islamitas que apoiam o presidente deposto Mohamed Mursi deixem as praças Rabaa al-Adawiya e a Nahdet Masr, no Cairo, onde estão acampados. Em comunicado divulgado neste sábado, o porta-voz do ministério, o general Hani Abdelatif, reiterou que o governo garantirá uma “saída segura” aos que deixarem as praças, mas que adotará as “medidas legais” necessárias caso os integrantes não se retirem.

O governo acusou os responsáveis pelos dois acampamentos de envolvimento em assassinatos, torturas, sequestros e porte armas, além de fazerem “lavagem cerebral” nos manifestantes. O porta-voz ainda os acusou de menosprezar as religiões, destruir sedes institucionais, prejudicar a soberania e os interesses da nação e de ameaçar a vida e os direitos da população.

Leia também:

Obama adia envio de quatro caças ao Exército do Egito

Publicidade

EUA pedem investigação ‘independente e imparcial’ sobre mortes no Egito

Nesta quarta-feira, o governo interino egípcio autorizou a polícia a adotar as medidas necessárias para acabar com os dois protestos, que são organizados pela Irmandade Muçulmana. Os manifestantes disseram que iriam manter a concentração até que Mursi fosse libertado e reconduzido ao poder – o ex-presidente está detido em local não divulgado desde sua deposição, em 3 de julho.

O gabinete egípcio, designado pelo Exército após o golpe, declarou que os protestos se tornaram “uma ameaça nacional” – mais de 300 pessoas morreram desde o início do mês em conflitos surgidos em manifestações políticas.

Al Qaeda – Em uma gravação de 15 minutos divulgada em sites islâmicos neste sábado, o líder da Al Qaeda, Ayman al Zawahri, pediu que os integrantes egípcios da Irmandade Mulçumana abandonem a democracia e busquem governar o país por meio das leis islâmicas. Al Zawahri também criticou os islamitas que formaram partidos políticos no Egito e que apoiaram os militares responsáveis por depor Mursi.

Publicidade

(Com agência EFE)

Publicidade