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Governo americano condena execução sumária de afegã

Vídeo mostra mulher acusada de adultério ser executada pelo próprio

Por Da Redação - 9 jul 2012, 18h24

O governo americano condenou a execução sumária de uma mulher no Afeganistão e reforçou a necessidade de proteção dos direitos no país. “Quando os talibãs estavam no poder, os direitos das mulheres eram ignorados, atacados e pisoteados. Este assassinato representa uma nova recordação para os afegãos e à comunidade internacional da brutalidade dos talibãs”, afirmou nesta segunda-feira o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

Um vídeo, que circulou o mundo e chocou a comunidade internacional, mostra uma afegã de 22 anos ouvindo sua sentença de morte e sendo executada com 13 tiros. A mulher foi acusada de adultério pelo homem que realizou os disparos e que se apresenta como seu marido.

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“Os Estados Unidos são solidários com os afegãos, e principalmente com as mulheres do Afeganistão, para que os progressos obtidos pela luta das mulheres nestes últimos dez anos neste país sejam não apenas protegidos, como continuem crescendo”, acrescentou Carney em entrevista coletiva.

As autoridades afegãs declararam que o crime foi cometido por talibãs e que uma operação para encontrar os responsáveis já começou. O presidente do país Hamid Karzai ordenou que “não se economize esforço algum” para prender e punir os culpados. O general americano John Allen, comandante da Isaf, missão da Otan no Afeganistão, declarou ao governo de Cabul que a equipe “está disposta a ajudar as forças afegãs na busca pelos autores desse ato de ódio”.

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