Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

G20: Trump relata encontro excelente com Xi e retoma negociação comercial

Presidente americano diz que não aumentará novamente as taxas aos produtos chineses

Por Da Redação - 29 jun 2019, 03h33

Os presidentes de China e Estados Unidos, Xi Jinping e Donald Trump, concordaram, neste sábado 29, em retomar as negociações comerciais entre os dois países, com Washington renunciando a impor mais taxas aos produtos chineses, informou a agência oficial chinesa. Os dois países retomarão as negociações – interrompidas em maio – “sobre a base da igualdade e do respeito mútuo”, destacou a agência Xinhua sobre o encontro realizado à margem da Cúpula do G20, em Osaka.

Xi iniciou a reunião comentando que estavam sentados não longe do local onde há 48 anos atletas chineses e americanos se enfrentaram no tênis de mesa, abrindo a porta para a “diplomacia do ping-pong” entre as duas potências.

“China e Estados Unidos podem ganhar ambos mediante a cooperação e perder ambos com a luta”, disse Xi a Trump, segundo a Xinhua.

Trump já havia qualificado sua reunião com Xi Jinping de “excelente”, garantindo que as negociações bilaterais estavam “bem encaminhadas”.

Publicidade

“Tivemos uma ótima reunião com o presidente chinês, Xi (…). Diria que foi excelente. Voltamos a um bom caminho”, afirmou o presidente.

Antes do encontro, Trump opinou que “seria histórico se pudéssemos alcançar um acordo comercial justo”. “Estou totalmente aberto a isto”.

Já Xi manifestou sua convicção de que “o diálogo” é preferível à “confrontação”.

O guerra comercial entre Estados Unidos e China era a questão mais sensível desta Cúpula do G20 na cidade japonesa de Osaka.

Publicidade

Em um esforço para dissipar as tensões nos dias prévios a este encontro, Trump e Xi se ocuparam de baixar o tom de suas declarações.

O líder americano disse na sexta-feira que esperava uma reunião “produtiva” com Xi, e o presidente chinês respondeu que também mantinha uma expectativa de “resultados positivos”, sempre que Washington entenda as “preocupações legítimas” de Pequim.

(Com AFP)

Publicidade