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Fotos mostram chocante rastro de destruição deixado pelo Boko Haram

Grupo terrorista atacou duas cidades no nordeste da Nigéria no início deste mês, incendiando propriedades e matando centenas de pessoas. Imagens foram divulgadas pela Anistia Internacional

Por Da Redação - 15 Jan 2015, 15h29

A escala catastrófica dos mais recentes ataques do Boko Haram no nordeste da Nigéria foi demonstrada nesta quinta-feira em imagens de satélite divulgadas pela ONG Anistia Internacional. As fotos foram tiradas nos dias 2 e 7 de janeiro e retratam as cidades vizinhas de Baga e Doron Baga, atacadas pelo grupo terrorista no dia 3. Nas imagens mais antigas, é possível ver diversas construções em detalhe – em vermelho aparece a vegetação. Já na mais recente, no lugar de muitas estruturas, existem apenas escombros. Os ataques deixaram centenas de mortos e um rastro de destruição. As estimativas locais são de que o número de vítimas chega a 2.000, mas o Exército tratou de reduzir o estrago, falando em 150 mortos.

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As imagens do antes e depois em Doron Baga, também conhecida como Doro Gowon, cidade de 4 quilômetros quadrados, apontam para mais de 3.000 estruturas danificadas ou destruídas pelo fogo. Muitos barcos de madeira que eram vistos nas fotografias do dia 2 não estavam mais visíveis cinco dias depois. Muitos moradores fugiram em barcos pelo Lago Chad.

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Em Baga, localidade densamente povoada de 2 quilômetros quadrados que fica a cerca de 2,5 quilômetros de Doron Baga, aproximadamente 620 estruturas foram danificadas ou totalmente destruídas pelo fogo. Outras cidades e vilarejos próximos também foram alvo dos terroristas neste período.

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“Essas imagens detalhadas mostram uma devastação de proporções catastróficas em duas cidades, uma delas quase totalmente varrida do mapa em questão de dias”, disse Daniel Eyre, pesquisador da organização para a Nigéria.

O assassinato de civis e a destruição de suas propriedades pelo Boko Haram são crimes de guerra e crimes contra a humanidade e devem ser totalmente investigados, defendeu a Anistia Internacional. A ONG também cobrou o governo nigeriano, exigindo que tome todas as medidas legais para restaurar a segurança no nordeste do país e garantir a proteção de civis.

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