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Forças de Israel ferem 130 palestinos da Faixa de Gaza

Exército israelense respondeu a tiros e com blindados aos integrantes da Marcha do Retorno; Hamas diz que manifestações continuarão

Pelo menos 130 palestinos ficaram feridos nesta sexta-feira (19) por disparos do Exército israelense na 30ª manifestação organizada na fronteira da Faixa de Gaza com Israel, informou o Ministério da Saúde do território.

Cerca de 20 mil palestinos, conforme a imprensa local, participaram da mobilização de hoje, que aconteceu em clima de tensão. O Egito pressiona o Hamas, grupo islâmico que controla Gaza desde 2007, a evitar incidentes que possam provocar uma nova escalada militar.

Uma porta-voz dos militares israelenses disse que cerca de 10 mil manifestantes se reuniram na fronteira e que alguns lançaram pneus em chamas, granadas e artefatos explosivos contra as tropas através da cerca. Mas o protesto foi relativamente pequeno – algumas das manifestações anteriores reuniram cerca de 30 mil pessoas.

Apesar de o Comitê da Grande Marcha do Retorno, como é conhecido o movimento, ter pedido ao público não se aproximar da fronteira, alguns grupos não respeitaram a solicitação. O Exército de Israel respondeu com munição real e com o envio de vários veículos da Polícia de choque.

A aviação israelense bombardeou palestinos que lançavam balões incendiários do sul de Gaza para Israel, informou o Exército, em comunicado.

O Hamas e a Jihad Islâmica classificaram o dia de hoje como uma “mensagem para Israel” e asseguraram que as manifestações continuarão até os seus objetivos serem atingidos. Uma delegação da inteligência do Egito, que se reuniu com a direção palestina em Gaza e em Ramalah, pediu que fosse evitado um novo pico de violência.

“Sobre as manifestação convocada hoje em Gaza, peço que todos atuem com moderação, a proceder de maneira pacífica e a evitar a escalada. A Organização das Nações Unidas (ONU) está trabalhando com o Egito e com seus parceiros para evitar a violência, abordar todos os assuntos humanitários e apoiar a reconciliação”, apelara pelo Twitter o enviado das Nações Unidas para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, na manhã desta sexta-feira.

Desde 30 de março, grupos palestinos se mobilizam para reivindicar o direito ao retorno aos locais de origem de suas famílias, em israel, e para protestar contra os 12 anos de bloqueio israelense. Desde o final de março, 206 palestinos foram mortos pelas forças israelenses.

Israel reforçou as forças blindadas ao longo da divisa com Gaza na quinta-feira (18), um dia depois que um foguete disparado do enclave destruiu uma casa no sul do país. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu uma “ação muito forte” se os ataques continuarem.

(Com EFE e Reuters)