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Forças Armadas colocam tropas na rua

Ministro da Defesa, Diego Bellavia, pediu "unidade e paz entre todos"

Por Da Redação 5 mar 2013, 21h15

A primeira declaração dos militares venezuelanos depois da morte de Hugo Chávez teve um tom ambíguo. Embora tenha prometido cumprir a Constituição, a primeira ação do ministro da Defesa, Diego Alfredo Molero Bellavia, foi enviar tropas para ruas a pedido do vice-presidente Nicolás Maduro. A intenção, diz ele, é manter a ordem pública. No mesmo fôlego, ele bradou vivas a Chávez e à revolução. A Constituição manda convocar eleições em trinta dias em caso de morte do presidente em seus primeiros anos de mandato.

“Podem contar conosco, os homens e mulheres das Forças Armadas do país, que, juntos, vão assegurar que a Constituição seja respeitada. Nós nos unimos à nação em sua dor e uma vez mais pedimos unidade e paz entre todos. Nós todos, a partir deste momento, teremos uma missão a cumprir e nos certificaremos, pelo bem da nação, de que ela será cumprida. Vida longa, Chávez. Vida longa, revolução”, afirmou Bellavia

A declaração foi dada depois de o vice convocar as Forças Armadas e a polícia para garantir a paz na Venezuela. “Estamos determinando uma mobilização especial da Força Armada Nacional Bolivariana e da Polícia Nacional Bolivariana neste momento para acompanhar e proteger o nosso povo e garantir a paz”, disse Maduro em rede nacional de TV.

A morte de Chávez, ocorrida às 16h25 (horário local), foi anunciada por Maduro, o preferido de Chávez para sucedê-lo no comando da Venezuela. No pronunciamento, o vice-presidente pediu que os venezuelanos fossem às ruas homenagear o coronel. O governo de Chávez, que durou 14 anos, foi interrompido após complicações de um câncer na região pélvica.

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