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Farc libertam quarto refém em uma semana na Colômbia

Narcoterroristas não cumprem, porém, as coordenadas esperadas para a entrega de dois presos

Os narcoguerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertaram no domingo mais um de seus reféns, o quarto em uma semana. Porém, a esperada entrega de dois oficiais militares não aconteceu, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. A libertação dos prisioneiros provocou especulações sobre uma possível negociação de paz com as Farc, embora o governo colombiano diga que isso só acontecerá quando todas as pessoas sequestradas forem soltas e a guerrilha abandonar as hostilidades.

Usando helicópteros militares cedidos pelo Brasil, a missão formada pela Cruz Vermelha e pela ex-senadora Piedad Córdoba foi a uma zona de selva para recolher o policial Carlos Ocampo, que passou um mês e meio sequestrado. Capturado enquanto escoltava um prefeito colombiano, Ocampo parecia bem. Sorriu ao descer do helicóptero em Ibagué e depois ao abraçar familiares na pista de um aeroporto militar de Bogotá. Também já foram resgatados os vereadores Marcos Baquero e Armando Acuña, além do soldado da marinha Henry López.

De acordo com o combinado, o policial Guillermo Solórzano e o militar do Exército Salim Sanmiguel também deveriam ganhar a liberdade, o que não aconteceu. O governo acusou as Farc de indicar coordenadas incorretas para a entrega, mas familiares disseram anteriormente que o mau tempo aparentemente havia postergado a operação. “O governo cumpriu seu compromisso, mas as Farc estão realizando um ato escandaloso”, disse Eduardo Pizzarro, representante do governo na operação. Os rebeldes não se manifestaram.

As Farc ainda mantêm consigo cerca de 16 policiais e soldados como reféns de caráter político. Alguns deles estão há mais de uma década em acampamentos secretos, onde costumam passar meses acorrentados ou são obrigados a longas caminhadas para fugirem de patrulhas militares. No passado, as Farc propunham trocar reféns por combatentes presos pelo governo, mas nos últimos anos a guerrilha tem feito diversas libertações unilaterais, o que segundo analistas serve para manter o grupo em evidência e melhorar sua imagem internacional.

(Com agência Reuters)