Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.

Farc anunciam que vão soltar jornalista francês nesta 4ª

A informação foi divulgada em um página do grupo terrorista na internet

Por Da Redação - 27 maio 2012, 12h12

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) informaram neste domingo que vão libertar o jornalista francês Romeo Langlois na quarta-feira, 30 de maio. Langlois está há quase um mês em poder do grupo terrorista.

A notícia foi divulgada em uma das páginas que as Farc mantém na internet. Em nota, os guerrilheiros dizem que as coordenadas do local onde Langlois será libertado serão entregues a uma missão humanitária formada por representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), a ex-senadora Piedad Córdoba e um representante do governo francês.

Córdoba, que está no México, antecipará seu retorno à Colômbia para acertar os detalhes da operação de libertação, e deve chegar a Bogotá na segunda-feira. A ex-senadora, afastada em 2010 de seu cargo por vínculos com o grupo rebelde, disse no sábado a um programa de rádio da Colômbia que um representante do presidente francês, François Hollande, chegaria ao país tão logo as Farc anunciassem a data da entrega de Langlois.

Já María Cristina Rivera, porta-voz da Cruz Vermelha, disse que a organização já deu início aos preparativos e que, nas próximas horas, está prevista a apresentação de uma minuta do protocolo de segurança a representantes do Ministério da Defesa colombiano.

Publicidade

Sequestro – Romeo Langlois, de 35 anos, realizava uma reportagem para a emissora France 24 no departamento de Caquetá (sul) quando a patrulha militar com a qual se deslocava foi atacada por guerrilheiros. O jornalista, que ficou ferido no braço, entregou-se aos rebeldes, identificando-se como civil, segundo depoimentos de soldados que o acompanhavam. Quatro militares morreram no confronto e outros oito ficaram feridos, segundo o Ministério da Defesa.

Desde a captura do jornalista as Farc têm sinalizado sua intenção de libertá-lo. De acordo com os guerrilheiros, Langlois usava um colete e um capacete do exército no momento do sequestro, já que ele acompanhava um batalhão antidrogas para fazer uma reportagem sobre seus trabalhos.

(Com agência EFE)

Publicidade