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Família de refém da Al Qaeda no Iêmen implora por sua vida

O desespero ao ver o filho nas mãos dos terroristas levou a mãe de Luke Somers a até agradecer por ele 'parecer saudável' nas imagens

Por Da Redação - 5 dez 2014, 16h23

A família do americano Luke Somers, sequestrado em setembro do ano passado por um braço da Al Qaeda no Iêmen, divulgou um vídeo nesta sexta-feira implorando pela vida do refém. Na quinta-feira, em comunicado divulgado na internet, os terroristas ameaçaram matar Somers se suas exigências não forem cumpridas pelo governo dos Estados Unidos. “Não temos explicações sobre como Luke se tornou uma vítima. Também não sabemos onde ele está sendo mantido”, diz Jordan, irmão da vítima.

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Jordan afirma que seu irmão não é responsável pelas ações dos Estados Unidos no Oriente Médio e, por isso, deveria ter a vida poupada. O irmão também explica que a família não foi informada em momento algum de que o presidente Barack Obama havia autorizado uma missão de resgate do fotógrafo. Em novembro, forças americanas e iemenitas mataram sete radicais e resgataram oito reféns mantidos numa caverna, mas Luke e outros quatro estrangeiros raptados não estavam no local. “Por favor, entendam que não tínhamos conhecimento da tentativa de resgate do Luke. Não queremos machucar ninguém.”

A mãe de Luke, Paula, também aparece no vídeo divulgado pela família. Ela chega a agradecer aos terroristas por seu filho estar com a aparência relativamente saudável nas imagens. “Notamos que vocês têm tomado conta de Luke, ele parece estar saudável. Nós agradecemos por isso”, diz a mãe. “Por favor, mostrem compaixão e nos deem a oportunidade de ver Luke de novo. Ele é tudo que nós temos”. Paula ainda promete ao filho que fará tudo que estiver ao seu alcance para que ele volte são e salvo aos Estados Unidos.

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Fracassos – A falha ao tentar resgatar o fotógrafo foi mais uma derrapada da administração Obama na luta contra o terrorismo. O governo americano já havia admitido neste ano que fracassou ao tentar resgatar o jornalista James Foley, o primeiro refém estrangeiro a ser decapitado pelos radicais do Estado Islâmico (EI) em vídeos divulgados na internet. A operação resultou na morte de alguns terroristas, mas falhou ao levar os militares para um local diferente daquele onde Foley era mantido. Após a morte do jornalista, sua mãe emitiu um comunicado dizendo que Washington havia “abandonado” seu filho.

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