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Exército dos EUA deve enfrentar grande corte orçamentário

Maior receita militar do mundo pode perder 50 bilhões de dólares só em 2013

Por Da Redação - 11 jan 2013, 09h26

O secretário americano de Defesa, Leon Panetta, convocou na quinta-feira o Exército do país a “se preparar para o pior” e a economizar, em um momento no qual os Estados Unidos enfrentam um potencial corte orçamentário. Economizar pode significar um congelamento da contratação de civis, o atraso de alguns dos contratos de armas ou a redução dos gastos de manutenção, disse Panetta em uma coletiva de imprensa.

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O grande orçamento militar dos Estados Unidos é, de longe, o maior do mundo, com uma proposta de gastos para o ano fiscal de 2013 de 614 bilhões de dólares, e isso permanecerá o mesmo, apesar do que Panetta classificou como “uma tempestade de incerteza orçamentária”. “Não temos a menor ideia do que irá ocorrer”, afirmou. “Essa incerteza, se não for resolvida pelo Congresso, afetará seriamente nossa preparação militar”, advertiu.

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Panetta afirmou que esta situação deriva do fato de que o Congresso não foi capaz de superar suas divisões internas para adotar o orçamento de defesa proposto para o exercício de 2013, o que pode significar cortes massivos em gasto militar. Se o Congresso não puder entrar em acordo para deter os cortes orçamentários antes de 1º de março, o departamento de Defesa verá seu orçamento cortado em 50 bilhões de dólares neste ano e em 500 bilhões nos próximos dez anos.

Como resultado, Panetta afirmou que “não temos realmente outra escolha a não ser nos prepararmos para o pior”. O anúncio constitui o primeiro em medidas concretas por parte de membros de alto escalão do Pentágono para se preparar para cortes. Panetta deve deixar seu posto em breve, depois que o presidente Barack Obama nomeou o ex-senador Chuck Hagel como seu sucessor nesta semana. A nomeação de Hagel ainda precisa ser validada pelo Senado.

(Com agência France-Presse)

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