Clique e assine a partir de 9,90/mês

Exército de Bangladesh diz ter evitado golpe de Estado

Por Da Redação - 19 jan 2012, 11h00

Nova Délhi, 19 jan (EFE).- O Exército de Bangladesh afirmou nesta quinta-feira ter dispersado uma tentativa de golpe de Estado contra o Governo da primeira-ministra, Sheikh Hasina, por parte de um grupo de oficiais das tropas, informou a imprensa local.

Em entrevista coletiva em Daca, um porta-voz militar, o general-de-brigada Muhamad Masud Razaq, explicou que o golpe foi ‘liderado por um grupo de oficiais fanáticos afastados e em serviço e instigado por bengaleses não residentes’ no país.

‘Descobrimos um terrível complô dentro das Forças Armadas de Bangladesh para derrubar o Governo democrático’, ressaltou Razaq, que falou sobre a detenção de dois antigos oficiais – um coronel e um major – que ‘admitiram seu papel no plano’.

O porta-voz acrescentou que o comando militar iniciou uma operação de busca de outro major em serviço, que fugiu, e está vigiando entre 14 e 16 oficiais ‘de média categoria’, cujos cargos não especificou.

Continua após a publicidade

‘Serão tomadas medidas severas contra aquelas pessoas envolvidas na conspiração após uma investigação adequada’, afirmou Razaq, citado pela agência estatal bengalesa ‘BSS’.

Segundo declarações de Razaq no portal ‘Bdnews24’, a tentativa de levante foi descoberta dia 22 de dezembro, quando um major, identificado como Zía, se reuniu com um superior e lhe pediu que ‘utilizasse o Exército contra o Estado e a democracia’.

‘O oficial superior informou imediatamente às autoridades pertinentes sobre as intenções do major, que não retornou ao trabalho e continuou tentando organizar atividades subversivas’, disse o porta-voz militar.

Razaq disse que no último dia 28 foi estabelecido um tribunal militar para investigar o sucedido.

Continua após a publicidade

O atual Governo, da Liga Awami de Hasina, está no poder desde 2008, após vencer nas eleições o Partido Nacionalista de Bangladesh da ex-primeira-ministra Khaleda Zía.

Hasina e Zía são herdeiras das duas dinastias políticas mais importantes do país e se alternaram no poder durante parte dos 40 anos de história de Bangladesh, que sofreu diversos golpes militares.

A última sublevação de destaque foi um motim, em fevereiro de 2009, por cerca de mil agentes da guarda especial de fronteiras e alguns civis que custou a vida de 74 pessoas antes de ser controlado. EFE

Publicidade