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Ex-ministro de Kadafi morreu afogado em rio, diz autópsia

Corpo de Shukri Ghanem foi encontrado no rio Danúbio, em Viena, no domingo

Por Da Redação 30 abr 2012, 11h19

A causa da morte do ex-ministro do Petróleo do governo líbio de Muamar Kadafi, Shukri Ghanem, encontrado morto no rio Danúbio, em Viena, no domingo, é afogamento, informou nesta segunda-feira uma autópsia feita na Áustria. O porta-voz da polícia austríaca, Roland Hahslinger, disse à rede BBC que não há indícios de envolvimento externo. Também não há sinais indicando suicídio.

Entenda o caso

  1. • A revolta teve início no dia 15 de fevereiro, quando 2.000 pessoas organizaram um protesto em Bengasi, cidade que viria a se tornar reduto da oposição.
  2. • No dia 27 de março, a Otan passa a controlar as operações no país, servindo de apoio às tropas insurgentes no confronto com as forças de segurança do ditador, que está no poder há 42 anos.
  3. • Após conquistar outras cidades estratégicas, de leste a oeste do país, os rebeldes conseguem tomar Trípoli, em 21 de agosto, e, dois dias depois, festejam a invasão ao quartel-general de Kadafi.
  4. • A caçada pelo coronel terminou em 20 de outubro, quando ele foi morto por rebeldes em sua cidade-natal, Sirte. Um mês depois, seu filho e herdeiro político Saif al Islam foi capturado durante tentativa de fuga.

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Hahslinger disse que não havia marcas de violência no corpo de Ghanem. O porta-voz sugeriu que a morte pode ter sido um acidente, e afirmou que, na tarde de sábado, o ex-ministro líbio disse à sua filha que não se sentia bem. Ghanem não deixou um bilhete de suicídio, e também não há evidência de que ele havia sido ameaçado. Os exames toxicológicos devem sair nos próximos dias.

Shukri Ghanem, de 69 anos, era considerado membro do círculo mais próximo de Kadafi antes da sua deserção, em junho de 2011. Na época, ele disse que a situação havia se tornado “insuportável”, tornando sua posição “insustentável”. Ele foi primeiro-ministro da Líbia de 2003 a 2006 e, depois, ministro do Petróleo até 2011. Depois de desertar, Ghanem se mudou para a Áustria, onde trabalhava como consultor de uma empresa com sede em Viena.

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