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EUA querem que Brasil declare Hezbollah como grupo terrorista

Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca diz que Trump e Bolsonaro "desenvolveram relação, mesmo remotamente".

Nas vésperas de seu encontro com o presidente eleito Jair Bolsonaro, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, declarou nesta terça-feira, 27, que tratará da preocupação dos Estados Unidos em estender sua cooperação contra o terrorismo e que o governo de Donald Trump tem expectativas de que o Brasil declare o Hezbollah como grupo de terror.

Bolton deverá visitar Bolsonaro na quinta-feira, 29, no Rio de Janeiro e, depois, seguir viagem para Buenos Aires, onde acompanhará Trump na reunião de cúpula do G20. Segundo Bolton, a questão do contraterrorismo será tratada com todos os sete líderes com os quais o presidente americano se reunirá às margens do G20.

“(Tratar dos esforços contraterrorismo) é algo que certamente acontecerá no Brasil, com o presidente eleito Bolsonaro, e penso que é uma das maiores prioridades do presidente Trump estender a cooperação contra o terrorismo, seja sobre Hezbollah ou Hamas ou outros”, afirmou Bolton. 

O conselheiro de Trump, conhecido por sua linha dura nas áreas de Política Externa e de Segurança Internacional, não chegou a dar detalhes sobre os demais temas a serem tratados em sua conversa com Bolsonaro. Bolton escapou de perguntas sobre como a Casa Branca construiria boas relações comerciais com o Brasil depois das críticas de Trump ao protecionismo brasileiro e sobre como ambos os países podem tratar conjuntamente a questão da Venezuela.

“Esse encontro vai preparar o terreno para a futura relação bilateral. Do ponto de vista dos Estados Unidos, é uma oportunidade histórica para o Brasil e os Estados Unidos trabalharem juntos nas áreas de economia, segurança e muitas outras. Quero muito ouvir o presidente Bolsonaro e expor as visões do presidente Trump para ele”, afirmou Bolton.

O conselheiro relatou que a ideia dessa reunião surgiu durante o telefonema de Trump para futuro presidente brasileiro na noite da eleição.  “Eles desenvolveram uma relação, mesmo remotamente, foi o primeiro a ligar.”