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EUA pedem investigação independente da morte de Payá

Na véspera, Cuba abriu processo penal por homicídio contra motorista do carro

Por Da Redação 1 ago 2012, 12h37

Os Estados Unidos pediram nesta quarta-feira ao governo de Cuba que permita uma investigação independente sobre a morte do dissidente Oswaldo Payá, morto em um acidente de carro, em uma resolução aprovada e publicada no diário oficial do Congresso, que homenageou o opositor.

“O Senado reconhece e honra a vida e a liderança exemplar de Oswaldo Payá e sua coragem para opor-se ao regime castrista”, diz o texto. Também pediu ao governo de Cuba que permita uma investigação “imparcial e independente” sobre as circunstâncias da morte do Prêmio Sakharov 2002 do Parlamento Europeu e líder do ilegal Movimento Cristão de Libertação cubano.

Na véspera, Cuba abriu um processo penal por homicídio contra o espanhol Angel Carromero, condutor do carro acidentado no qual morreu Payá no dia 22 de julho, e permitiu que o sueco Jens Aron Modig voltasse ao seu país, apesar de ter infringido seu “status migratório”.

Acidente – Os dois europeus disseram na segunda-feira que a colisão do automóvel contra uma árvore em uma estrada perto de Bayamo (sudeste) foi um simples acidente, sem a participação de outro veículo, como afirmava a família de Payá. Outra vítima fatal do acidente foi o opositor cubano Harold Cepero.

Carromero, dirigente do braço juvenil do direitista Partido Popular da Espanha, conduzia o carro e arrisca receber uma pena de 10 anos de prisão. Encontra-se detido em Havana. Modig, líder da juventude Democrata Cristã da Suécia, negou ter enviado mensagens de texto por seu celular denunciando o ataque de outro veículo na rota antes do acidente, como havia afirmado Rosa María Payá, filha do dissidente morto.

Os dois estrangeiros entraram em Cuba no dia 19 de julho com visto de turismo com o propósito de apoiar e entregar dinheiro a Payá, Prêmio Sajarov 2002 do Parlamento Europeu e líder do ilegal Movimento Cristão Libertação cubano, segundo declarações que o sueco entregou na segunda-feira à imprensa em Havana.

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