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EUA e França celebram ‘passo histórico’ da Líbia

Cadeira da Líbia na ONU foi atribuída ao Conselho Nacional de Transição

Entenda o caso

  1. • A revolta teve início no dia 15 de fevereiro, quando 2.000 pessoas organizaram um protesto em Bengasi, cidade que viria a se tornar reduto da oposição.
  2. • No dia 27 de março, a Otan passa a controlar as operações no país, servindo de apoio às tropas insurgentes no confronto com as forças de segurança do ditador, que está no poder há 42 anos.
  3. • Após conquistar outras cidades estratégicas, de leste a oeste do país, os rebeldes conseguem tomar Trípoli, em 21 de agosto, e, dois dias depois, festejam a invasão ao quartel-general de Kadafi.
  4. • A caçada pelo coronel continua. Logo após ele divulgar uma mensagem em que diz que resistirá ‘até a vitória ou a morte’, os rebeldes ofereceram uma recompensa para quem o capturar – vivo ou morto.

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Estados Unidos e França consideraram nesta sexta-feira um “passo histórico” a atribuição da cadeira da Líbia na Organização das Nações Unidas (ONU) ao Conselho Nacional de Transição (CNT), de oposição ao ditador foragido Muamar Kadafi.

“É um momento histórico. Esse voto confirma a reintegração da Líbia ao conjunto de nações e dá as boas-vindas aos representantes da nova Líbia”, disse o embaixador da França nas Nações Unidas, Gerard Araud. “É outro passo para a volta à normalidade, e celebramos isso.”

A embaixadora americana na ONU, Susan Rice, também classificou a decisão como um passo histórico. “O povo líbio ainda tem muito trabalho pela frente, mas também conta com a segurança de que a comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, está pronta para ajudá-lo em sua transição para a democracia, a prosperidade e o respeito às leis”, disse.

Essa semana tem sido importante para o Conselho de Transição no que diz respeito ao reconhecimento internacional. Depois de receber a visita dos primeiros chefes de estado após a rebelião – o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron – nesta sexta-feira, seus representantes recepcionaram o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, na capital. No mesmo dia, foi anunciado que o presidente americano Barack Obama se reunirá com o líder do CNT, Mustafa Abdul Jalil, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, na terça-feira em Nova York.

(Com agência France-Presse)