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EUA capturam chefe do grupo Al Shabab na Somália

Captura acontece após o ataque em shopping de Nairóbi que deixou 67 mortos

Uma equipe Seal, a força de elite da Marinha americana, capturou um chefe do grupo terrorista Al Shabab neste sábado na cidade de Bawaawe, na Somália, informou o jornal The New York Times. Acredita-se que o líder terrorista tenha morrido durante a operação, mas a informação não foi confirmada. Segundo uma autoridade americana não identificada, a captura é uma resposta ao ataque ao shopping Westgate, em Nairóbi, que deixou ao menos 67 mortos. O grupo assumiu a autoria do ataque.

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De acordo com o NYT, os seals chegaram até a casa do chefe do grupo por mar, e o capturaram depois de uma intensa troca de tiros, na maior operação dos EUA na Somália desde a morte de um dos cérebros da Al Qaeda, Saleh Ali Saleh Nabhan, há quatro anos.

Uma autoridade do governo da Somália confirmou o ataque ao jornal americano, sob condição de anonimato. “O ataque foi realizado pelas forças americanas e o governo somali foi informado a respeito”, disse. Um porta-voz do Al Shabab disse que um de seus militantes foi morto em um tiroteio, mas não se sabe se o chefe do grupo foi capturado vivo ou morto.

Ameaça ao Ocidente – Quinze anos depois que a Al Qaeda chamou a atenção do mundo pela primeira vez, em 1998, com ataques simultâneos a embaixadas americanas em Nairóbi, onde deixou 213 mortos e na Tanzânia (11 vítimas), a capital do Quênia voltou a ser alvo de terroristas com o ataque ao shopping Westgate em 21 de setembro. Em comum, além do local, está o objetivo dos ataques no Quênia: eliminar estrangeiros.

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O atentado lançou aos governos ocidentais um novo desafio na incansável luta contra o terrorismo. Após assumir a autoria do ataque, o grupo somali Al Shabab tratou de divulgar em sua página no Twitter os nomes de nove guerrilheiros envolvidos nos assassinatos. A surpresa para as autoridades foi a presença de três cidadãos americanos, um canadense, um finlandês e um britânico entre os terroristas. Com a crescente ameaça jihadista tomando conta do norte da África e do Oriente Médio, resta entender o fascínio que estas organizações exercem sobre jovens que se convertem ao Islã em regiões alheias a conflitos extremistas.