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EUA acusam Rússia de bombardear hospital na Síria

'Os alvos russos não focaram unicamente o EI, mas também causaram vítimas inocentes, inclusive danos em infraestruturas civis', disse porta-voz do Departamento do Estado

O Departamento de Estado dos Estados Unidos disse nesta quinta-feira ter informação de inteligência que confirma que um ataque aéreo da Rússia atingiu um hospital na Síria e pediu a Moscou uma investigação e prestação de contas sobre o episódio. O porta-voz do Departamento de Estado, John Kirby, disse que os EUA têm “informação operacional que leva a crer que os alvos russos não focaram unicamente o Estado Islâmico (EI), mas também causaram efeitos colaterais e algumas vítimas inocentes, inclusive danos em infraestruturas civis”.

A Sociedade Médica Sírio-Americana, uma organização sem fins lucrativos com sede nos EUA, acusou a Rússia de atingir vários hospitais na Síria, incluindo um ataque a um centro médico em Sarmin, na província de Idlib, que deixou pelo menos doze mortos em 20 de outubro, segundo um comunicado desse grupo. Kirby não deu mais detalhes sobre o local e a data do ataque no hospital confirmado pelos EUA e nem o número de feridos, mas lembrou que Washington reconheceu sua responsabilidade pelo bombardeio americano sobre um hospital da Médicos sem Fronteiras (MSF) em Kunduz, no Afeganistão, onde morreram 22 pessoas.

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“Estamos tentando prestar contas por isso com investigações para ver que ocorreu, que lições aprendemos e como podemos evitar que isso aconteça novamente. Esperaríamos o mesmo de qualquer outro país que tivesse razões para crer que poderia ter causado efeitos colaterais ou vítimas civis. Gostaríamos de ver esse país investigar e, se possível, prestar contas pelo ocorrido”, concluiu.

Kirby também disse que os EUA investigam um relatório divulgado nesta quinta-feira pela emissora americana Fox News, segundo o qual aviões de carga russos transportaram armas do Irã a território sírio duas vezes ao dia durante os últimos dez dias. “As exportações de armas do Irã são proibidas por uma resolução da ONU e, se determinarmos que a Rússia está promovendo essas transferências, vamos usar os canais apropriados”.

(Da redação)