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Estupro de menina de 5 anos provoca protestos na Índia

Garota ficou gravemente ferida e está internada. Manifestações lembram indignação provocada por estupro de estudante de 23 anos em dezembro

Por Da Redação - 20 abr 2013, 11h58

Uma multidão voltou às ruas de Nova Délhi para, mais uma vez, protestar contra um caso de estupro, depois que a polícia deteve um homem de 22 anos suspeito de estuprar e torturar uma garota de 5 anos. A criança ficou 40 horas nas mãos do criminoso, sofreu graves ferimentos e está internada.

Segundo as investigações, a menina desapareceu na última segunda-feira. Dois dias depois, sua família a encontrou no apartamento de um vizinho, que havia fugido. Ele foi encontrado em Muzaffarpur, no estado de Bihar. Emissoras locais informaram que moradores tentaram atacar o suspeito e atiraram sapatos contra ele quando a polícia o levava para o aeroporto, de onde seguiria para Nova Délhi.

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Desde a tarde de sexta-feira, dezenas de pessoas se concentram em frente ao centro médico onde a vítima está internada, para pedir a punição do responsável. Neste sábado, cerca de 1.000 pessoas tentaram ultrapassar as barricadas de metal colocadas em frente à sede da polícia.

Os protestos tornaram-se ainda mais intensos depois da divulgação de imagens de um policial batendo em uma manifestante, e com a informação de que investigadores ofereceram 2.000 rúpias (R$ 74) para a família da vítima, para que o caso não fosse registrado.

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A menina está consciente e alerta e seu estado é considerado estável, mas os ferimentos foram tão graves que podem exigir cirurgia corretiva, disse a jornalistas um representante do hospital.

A manifestação lembra os protestos registrados em dezembro, depois que uma estudante de fisioterapia de 23 anos foi estuprada por seis homens, dentro de um ônibus na capital, quando voltava de uma sessão de cinema com um colega. Os dois foram espancados. A jovem não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois, no hospital.

O caso provocou um raro debate nacional sobre a violência contra a mulher, incluindo o tema na agenda política do país de 1,2 bilhões de habitantes.

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(Com agências Reuters e EFE)

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