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Este mês, Otan encerra missão de treinamento no Iraque

Em meio ao anúncio, Obama se reúne com Maliki para discutir futuro do país

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, anunciou nesta segunda-feira que a missão para treinar forças de segurança no Iraque será concluída no fim deste ano. A Otan “decidiu concluir sua missão de treinamento de iraquianos no dia 31 de dezembro”, disse, em um comunicado. “Um acordo para estender este bem-sucedido programa seria impossível, mesmo com todas as negociações desenvolvidas durante essas últimas semanas”, acrescentou.

No domingo, o conselheiro iraquiano de Segurança Nacional Fala al-Fayad adiantou que a Otan não prolongaria sua missão de instrução militar no Iraque para além de 2011 porque Bagdá não pode garantir a imunidade jurídica dos soldados da Aliança Atlântica. Um porta-voz do governo iraquiano havia indicado no dia 29 de novembro que o “Iraque examinava um contrato com a Otan para formar as forças iraquianas sem conceder imunidade aos soldados da coalizão”. Segundo ele, o Parlamento havia aprovado, após uma primeira leitura, um texto para isso.

Apesar de anunciar o fim da missão, a Otan ressaltou que seguirá “totalmente comprometida” com o futuro do Iraque. “Estamos determinados a construir sobre os sucessos e o espírito de nossa missão de treino. Vamos seguir reforçando nossa associação e nossa relação política com o Iraque”, assegurou Rasmussen. O político dinamarquês também lembrou que a paz e a estabilidade no país são “beneficentes para o conjunto da comunidade internacional”.

Operação – A missão da Otan no Iraque – que foi iniciada em 2004, após um pedido das autoridades iraquianas -, é considerada “um êxito” pela Aliança. “Nossos formadores devem se orgulhar do que conseguiram durante os últimos sete anos, contribuindo com a capacidade de segurança do Iraque e ajudando a desenvolver uma das forças mais sustentáveis e multiétnicas”, disse o secretário-geral. Segundo dados da organização, a missão da Otan no Iraque capacitou mais de 5.000 soldados militares e mais de 10.000 policiais, além de oferecer ao país mais de 115 milhões de euros em equipamentos militares.

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O anúncio foi feito no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebe o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki, na Casa Branca para analisar o futuro do país árabe após a saída definitiva das tropas americanas. Um dos assuntos em pauta serão os “esforços para iniciar um novo capítulo na associação exaustiva e estratégica entre Estados Unidos e Iraque”, adiantou o governo.

Este será o primeiro encontro entre ambos desde que Obama anunciou, em outubro, o fim da presença militar no Iraque perante a falta de um acordo com Bagdá para manter além do dia 31 de dezembro um contingente de milhares de soldados. A reunião representará o primeiro ato em uma semana na qual Obama quer se concentrar na retirada dos últimos soldados dos EUA que ainda permanecem no Iraque e marcar o fim da guerra, uma promessa na qual baseou sua campanha eleitoral de 2008 e cujo cumprimento, previsivelmente, pretende ressaltar para o pleito de 2012.

(Com agências EFE e France-Presse)