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Entenda como funcionam as listas de procurados do FBI

Com recompensas milionárias, polícia federal incentiva população a cooperar com investigações

Por Da Redação 6 Maio 2013, 07h43

As listas de mais procurados do FBI ganharam destaque nas últimas semanas, com o atentado em Boston, a captura do pedófilo mais procurado do país e a inclusão da primeira mulher no rol de terroristas que estão na mira da polícia federal americana.

O FBI mantém várias listas, que passam por fugitivos mais procurados, terroristas mais procurados, “em busca de informações”, e chegam às mais específicas, como crimes contra crianças, crimes cibernéticos, ou crimes de colarinho branco. A lista dos fugitivos foi idealizada pelo lendário diretor John Edgar Hoover, no início da década de 1950. O objetivo era claro: tornar o rosto dos homens mais perigosos do país conhecidos entre a população.

A gravidade do crime cometido, obviamente, é o principal item analisado para se incluir alguém na lista, mas também é verificada a ameaça que o criminoso representa para a população e se a publicidade favorecerá sua captura. Esses critérios também são usados para determinar a recompensa que será oferecida a quem fornecer informações que levem ao fugitivo. Para se chegar aos nomes, o FBI analisa informações de seus 56 escritórios espalhados pelo país.

Se for capturado, se se render, se morrer ou se ficar livre das acusações, o fugitivo sai da lista. Os cartazes também são removidos quando o caso expira ou deixa de se encaixar nos critérios usados para sua inclusão. Atualmente, a lista dos dez fugitivos mais procurados na verdade tem oito nomes, após a rendição do assassino Edwin Gracias e a prisão do pedófilo Eric Toth.

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Terrorismo – A lista de terroristas mais procurados foi criada depois do atentado de 11 de setembro de 2001, quando o então presidente George W. Bush iniciou sua “guerra contra o terror”. A primeira versão contava com 22 indivíduos – atualmente são 32. “Nossa guerra não é contra 22 indivíduos. A nossa guerra é contra ligações clandestinas e grupos, pessoas que suportam, tentam esconder ou financiam terroristas”, discursou Bush, ao falar sobre a lista.

A declaração do ex-presidente explica a inclusão de Joanne Chesimard, de 65 anos, como a primeira mulher a fazer parte da lista. Ela foi condenada pela morte de um policial em Nova Jersey, e fez parte do Exército da Libertação Negra, grupo apontado como responsável pela morte de vários policias nas décadas de 1970 e 1980, segundo o FBI, que enquadra Joanne no rol de “terroristas domésticos”.

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