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Embaixador de Guaidó assume três sedes diplomáticas nos EUA

Pelas redes sociais, Carlos Vecchio compartilha estado de 'destruição' da sede da aditância militar venezuelana em Washington

Por Da Redação - Atualizado em 30 jul 2020, 19h52 - Publicado em 18 mar 2019, 17h58

Carlos Vecchio, representante diplomático do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, assumiu nesta segunda-feira, 18, o controle de três sedes diplomáticas venezuelanas nos Estados Unidos, apesar de ainda não ter ocupado a embaixada do país em Washington.

Os espaços assumidos por aliados de Guaidó nos Estados Unidos são duas sedes da aditância militar em Washington e o consulado em Nova York, de acordo com informação que Vecchio postou em sua conta oficial no Twitter.

O processo foi possível depois de o coronel José Luis Silva, que atua nos Estados Unidos, ter rompido com o regime de Nicolás Maduro e jurado lealdade a Guaidó como presidente interino da Venezuela. Após declarações de Silva, Vecchio iniciou o processo de assumir as sedes e disse ao coronel que gostaria de tê-lo em sua equipe diplomática na capital americana.

Nesta segunda-feira, Carlos Vecchio compartilhou em suas redes sociais imagens de dentro do edifício em Washington para apresentar “a destruição deixada pelo regime usurpador”. “Desmantelaram a rede consular, em prejuízo de milhares de cidadãos venezuelanos nos Estados Unidos e do patrimônio saqueado da Venezuela”, escreveu.

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Os Estados Unidos reconheceram Vecchio – um dos mais experientes dirigentes do Vontade Popular, partido de Guaidó – como “embaixador” da Venezuela no país em janeiro. Desde então, ele constituiu uma equipe diplomática integrada, entre outros, por Gustavo Marcano, ex-prefeito de Diego Bautista Urbaneja, agora ministro conselheiro nos Estados Unidos.

Nesses dois meses, Vecchio tomou algumas ações no esforço de tentar fortalecer a representatividade diplomática de Guaidó no país, indo desde uma conferência para arrecadar fundos para a Venezuela até a reuniões com os diretores da Citgo, a filial da companhia petrolífera estatal venezuelana, PDVSA, no país.

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Os Estados Unidos foram o primeiro país a reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. O político, que preside a Assembleia Nacional venezuelana, invocou em 23 de janeiro artigos da Constituição para reivindicar a Presidência, alegando não reconhecer a última eleição vencida por Maduro e, por consequência, a sua posse para um novo mandato.

Depois que os EUA reconheceram Guaidó, Maduro cortou relações diplomáticas com Washington e ordenou a saída de todo o seu pessoal diplomático em território americano.

Os Estados Unidos disseram, então, que não retirariam seus funcionários da Venezuela porque não reconheciam a autoridade de Maduro. No entanto, na semana passada, o governo americano acabou ordenando a saída dos diplomatas que estavam em Caracas devido à “deterioração” da situação no país sul-americano.

(Com EFE)

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