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Em tom irônico, Trump pede a Putin que não interfira nas eleições 2020

Em reunião bilateral no G20, americano disse ter “ótimas relações” com líder russo e foi convidado para visitar Moscou no próximo ano

Por Da Redação Atualizado em 28 jun 2019, 11h27 - Publicado em 28 jun 2019, 10h31

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez piada nesta sexta-feira, 28, sobre a interferência da Rússia nas eleições americanas de 2016 e pediu ironicamente a Vladimir Putin, com quem se reuniu em Osaka, no Japão, que não intervenha na votação de 2020.

Uma investigação de dois anos sobre a campanha de influência orquestrada por Moscou durante as eleições tem pairado sobre a presidência de Trump, que disse buscar melhores relações com a Rússia.

Trump e Putin conversavam com repórteres em Osaka, no Japão, antes da primeira reunião formal bilateral entre os dois líderes desde uma polêmica cúpula em Helsinque, em julho passado.

Perguntado por repórteres se ele abordaria a questão da interferência russa durante o encontro, realizado durante a cúpula do G20 em Osaka, no Japão, Trump disse “sim, claro que vou”, levando a uma risada de Putin.

Trump então se virou para Putin e, com dedo em riste para o líder russo, pediu: “Não interfira na eleição, por favor”.

Críticos de Trump o acusam de ser muito amigável com Putin e consideram que ele falhou em confrontar publicamente o líder russo em Helsinque, após agências de inteligência dos Estados Unidos concluírem que operadores russos hackearam computadores do Partido Democrata e usaram falsas contas de redes sociais para atacar a adversária de Trump na eleição de 2016, a democrata Hillary Clinton.

O procurador especial Robert Mueller passou dois anos investigando suspeitas de laços entre a campanha de Trump e Moscou. Mueller descobriu que a Rússia de fato interferiu nas eleições, mas não encontrou evidências de que a campanha de Trump tenha conspirado com o país para influenciar os votos.

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As relações entre os dois países têm sido amargas há anos, piorando após a Rússia anexar a Crimeia da Ucrânia em 2014 e pelo apoio russo ao ditador Bashar Assad, na guerra da Síria.

Trump buscou virar a página para trabalhar com Putin em questões tais como frear as ambições nucleares da Coreia do Norte. Na sexta-feira, ele enfatizou o lado positivo.

“É uma grande honra estar com o presidente Putin”, disse ele aos jornalistas. “Temos muitas coisas para discutir, incluindo o comércio e incluindo algum desarmamento.”

“Temos ótimas relações”, completou.

Putin aproveitou o encontro para convidar Trump a visitar Moscou em maio de 2020, para as comemorações do Dia da Vitória, que marcam a derrota da Alemanha nazista em 1945. Um porta-voz da Casa Branca afirmou que o americano ainda não aceitou o convite.

Dmitry Peskov, representante do Kremlin, afirmou que o encontro entre os dois líderes nesta sexta foi “intenso”.

“As limitações de tempo certamente impediram uma troca completa de opiniões sobre os assuntos abordados. No entanto, eles discutiram que o nível de relações bilaterais, comerciais e econômicas [entre os EUA e a Rússia] não corresponde ao potencial”, disse. “Concordou-se em dar uma olhada em que tipo de fatores estão realmente no caminho de expandir nossos horizontes de cooperação comercial e econômica”.

(Com Reuters e AFP)

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