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Em campanha de pressão, EUA anunciam sanções contra 18 bancos iranianos

Governo americano não mencionou acusações específicas; Ação pode isolar em grande parte o país de 80 milhões de pessoas do sistema financeiro mundial

Por Da Redação 8 out 2020, 17h20

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira, 8, sanções econômicas contra os 18 principais bancos do Irã, endurecendo a campanha de “pressão máxima” da Casa Branca contra o regime de Teerã.

“A ação de hoje para identificar o setor financeiro e sancionar dezoito grandes bancos iranianos reflete nosso compromisso de impedir o acesso ilícito a dólares americanos”, disse o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin. A ação contra os principais bancos pode isolar em grande parte o país de 80 milhões de pessoas do sistema financeiro mundial. 

O governo do presidente Donald Trump não mencionou acusações específicas contra a maioria dos bancos, mas declarou em aspecto geral que todo o setor financeiro iraniano pode ser usado para apoiar o programa nuclear de Teerã e sua “maligna influência regional”.

“Nossas sanções continuarão até que o Irã pare de apoiar atividades terroristas e seu programa nuclear”, afirmou Mnuchin.

O Departamento do Tesouro isentou as transações de bens humanitários como alimentos e medicamentos.

Diplomatas europeus, no entanto, consideram que as sanções dos Estados Unidos têm consequências humanitárias, já que poucas instituições de outros países estão dispostas a assumir os riscos de uma ação judicial na maior economia do mundo.

  • O Departamento do Tesouro aplicará as sanções em 45 dias, dando às empresas tempo para encerrar as transações no Irã. O prazo provavelmente dará uma chance de aguardar o resultado das eleições presidenciais americanas, em  3 de novembro. Líder em pesquisas de opinião, o candidato democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden, apoia o retorno à diplomacia com Teerã.

    Trump, por sua vez, tem seguido a política de “pressão máxima” para controlar o Irã, rival de aliados como Arábia Saudita e Israel. O governo do republicano se mobilizou para impedir todas as exportações de petróleo iraniano, ignorando um acordo negociado com o ex-presidente Barack Obama, através do qual o Irã reduziu seu programa nuclear.

    Desde que a Casa Branca abandonou o acordo nuclear em 2018 e retomou as sanções, as tensões entre Estados Unidos e Irã voltaram a crescer no Oriente Médio. Devido ao cerco comercial, os iranianos sofreram com a alta da inflação e desemprego, enquanto o regime busca, por meio da diplomacia, isolar os americanos.

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