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Eleição argentina: Menem impugnado e Kirchner líder nas pesquisas

Prévias do pleito legislativo acontecem no domingo

Por Da redação - Atualizado em 7 ago 2017, 18h53 - Publicado em 7 ago 2017, 18h24

Dois ex-presidentes da Argentina têm chamado atenção na campanha para as eleições legislativas de 22 outubro no país, cujas primárias acontecem no próximo domingo. Carlos Menem, que ocupou a Casa Rosada entre 1989 e 1999, e é atualmente senador pela província de La Rioja, teve nesta segunda-feira sua candidatura à reeleição impugnada pela Justiça Eleitoral. Já a ex-mandatária Cristina Kirchner, que governou de 2007 a 2015, ocupa a liderança das intenções de voto para uma cadeira no Senado pela província de Buenos Aires, maior distrito eleitoral do país, de acordo com as últimas pesquisas divulgadas no sábado.

Tanto Menem como Kirchner encerraram seus mandatos presidenciais envoltos em acusações de corrupção. Carlos Menem chegou a ser sentenciado a sete anos de detenção por contrabando de armas para a Croácia e o Equador, mas passou apenas alguns meses em prisão domiciliar. Desde que foi eleito senador, em 2005, o foro privilegiado o manteve longe das grades.

Com a decisão da Câmara Nacional Eleitoral de barrar a candidatura do ex-presidente, adotada justamente devido a sua condenação, Menem perderá os privilégios em dezembro deste ano, quando deixará o Senado. Aos 87 anos, Menem era candidato a senador pelo partido peronista Frente Justicialista.

Trilhando o caminho inverso, Cristina Kirchner, indiciada em dezembro de 2016 por associação ilícita e fraude, se eleita senadora, ganhará imunidade parlamentar e pode se manter, mesmo que temporariamente, longe do alcance da justiça.

De acordo com o Instituto de Estudos de Consumo em Massa (Indecom), pela frente kirchnerista União Cívica, a ex-governante conta com 34,1% das intenções de voto, à frente do candidato da coalizão governante Cambiemos (Mudemos), o ex-ministro de Educação Esteban Bullrich, que tem 24,5%. Outra pesquisa, da consultoria Prognosis, mostra a ex-presidente com 28,9% dos votos, e Bullrich com 23,7%.

“Pão e trabalho”

Enquanto segue a disputa eleitoral, milhares de argentinos promoveram nesta segunda-feira uma marcha com o objetivo que forçar o governo a declarar estado emergência alimentar. Sob o lema “Pão, paz, terra, teto e trabalho”, a marcha seguiria até a Praça de Maio, onde os participantes pediriam ao presidente Mauricio Macri fundos excepcionais para cozinhas comunitárias e das escolas, além de expressar sua insatisfação com a política econômica.

Eles também vão entregar uma petição com milhares de assinaturas ao Congresso Nacional, solicitando que os legisladores incentivem a lei de declaração de emergência alimentar. “As políticas econômicas do governo geram milhares de demissões e deixam cada vez mais pessoas em situação de pobreza e de fome”, disseram os convocadores da marcha em um comunicado.

A Argentina, terceira economia da América Latina, começou a dar sinais de incipiente recuperação de 0,3% no primeiro trimestre do ano, após o PIB recuar 2,3% em 2016. Apesar disso, o desemprego subiu a 9,2% no primeiro trimestre, ante 7,6%no fim de 2016. Na periferia da capital argentina, onde vivem cerca de 8 milhões de pessoas, o índice chega a 11,8%.

(com EFE)

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