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Argentina não descarta novas sanções do Mercosul contra Caracas

Representantes dos países do Mercosul se reúnem hoje e amanhã em Mendoza

O chanceler da Argentina, Jorge Faurie, não descartou que os países fundadores do Mercosul  sancionem a Venezuela e excluam Caracas da participação dos órgãos do bloco, do qual já foi suspensa em dezembro do ano passado. A crise no país caribenho está no centro das atenções do encontro entre os máximos representantes do bloco, que acontece hoje e amanhã na cidade argentina de Mendoza.

“Nós estamos convencidos da necessidade do Mercosul de chamar a atenção claramente sobre a situação que atravessa a Venezuela”, declarou o ministro argentino à emissora Radio Mitre.

Para o argentino, houve muitas manifestações de diferentes organismos regionais que não conseguiram um resultado concreto.

“A nossa expetativa é que no Mercosul possamos fazer um apelo à Venezuela e às autoridades constituídas ali para recuperar a plena democracia, o pleno respeito aos direitos humanos, acabar com as detenções arbitrárias e libertar os presos políticos, que são uma tragédia para a história da América Latina”, destacou.

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Estas declarações foram feitas minutos antes que os chanceleres e ministros de Economia dos países do bloco – Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e a Bolívia em processo de adesão -, começassem uma sessão de deliberações, antes da cúpula semestral de chefes de Estado do organismo de amanhã.

A Venezuela – que se integrou ao bloco em 2012 – não poderá participar das reuniões de hoje e amanhã, uma vez que foi suspensa em dezembro do ano passado por descumprir o prazo máximo para incorporar as normas do Mercosul à sua legislação nacional.

“O Mercosul já suspendeu a Venezuela porque não tinha feito todo o seu trabalho de incorporação. Aqui há uma sanção pendente que poderia ser pelo lado da exclusão do ponto de vista da participação dos órgãos do Mercosul, que não aplica sanções comerciais por ser um processo de integração”, acrescentou Faurie.

Na entrevista, Faurie se referiu também à situação do Brasil, marcada pelos escândalos de corrupção que afetam, entre outros, o próprio presidente Michel Temer.

“O processo do Brasil é um processo que é acompanhado de sua vida institucional por meio de seus canais de vida democrática”, comentou.

(Com EFE)