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‘E daí?’: Embaixada do Brasil em Paris é alvo de protesto contra Bolsonaro

Cartazes com a mensagem '#ForaBolsonaro' e críticas à conduta do presidente durante a pandemia foram pendurados nos muros

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 21 Maio 2020, 15h29 - Publicado em 21 Maio 2020, 12h00

Os muros da embaixada brasileira em Paris, na França, amanheceram nesta quinta-feira, 21, repletos de faixas de protesto contra a política do presidente Jair Bolsonaro para o combate da Covid-19 no Brasil, conforme mostram imagens divulgadas nas redes sociais.

Os panos, todos na cor preta, pedem a saída de Bolsonaro por sua condução da pandemia de coronavírus. Uma das bandeiras penduradas nos muros faz referência à frase “e daí?”, usada pelo presidente ao tratar das milhares de mortes no país. O verde da bandeira brasileira deu lugar ao preto, e o lema “ordem e progresso” foi trocado por “caos e obscurantismo”.

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As imagens que rapidamente viralizaram foram postadas primeiramente pelo artista Júlio Villani. “Fora Bolsonaro! Um outro Brasil é possível”, escreveu ele. Pouco depois, Márcia Tiburi, escritora e professora de filosofia na Université Paris 8, também registrou o protesto em suas redes sociais.

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Fora Bolsonaro! Um outro Brasil é possível Dégage Bolsonaro ! Un autre Brésil est possible. « Pano preto na janela » da Embaixada do Brasil | « Chiffons noirs à la fenêtre » de l’Ambassade du Brésil Paris, 21.05.20 #ForaBolsonaro #lutotambéméverbo  #panopretonajanela #EmbaixadadoBrasil #AmbassadeduBrésil #juliovillani

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VEJA procurou Julio Villani e Márcia Tiburi para comentar o assunto, mas não obteve resposta até o momento. Os autores do protesto não foram revelados. A embaixada do Brasil na França confirmou o ocorrido e disse ter retirado as faixas às 8h30 (horário local).

Um dia antes da manifestação, o embaixador do Brasil na França, Luís Fernando Serra, emitiu uma nota ao diretor editorial do jornal francês Le Monde para repudiar um recente artigo no qual o presidente brasileiro é acusado de “provocar caos na saúde e semear a morte”. Segundo Serra, “Bolsonaro nunca negou a existência da Covid-19. O que ele fez desde o início da crise da saúde é tentar evitar histeria ou pânico dominar a população”. 

  • Manifestações contra Bolsonaro em embaixadas brasileiras, como na Suíça, Alemanha e Nova Zelândia, e em grandes eventos, como em reuniões do G7, vêm ocorrendo com frequência desde o ano passado. Tanto por sua política externa, atrelada à dos Estados Unidos e claramente oposta ao multilateralismo, quanto por suas iniciativas domésticas – a negligência no combate aos incêndios na Amazônia no ano passado, as declarações do próprio presidente de cunho autoritário e, agora, o fracasso no controle da pandemia no país -, o governo brasileiro tem sua imagem minada no ambiente internacional.

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