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Dois policiais são baleados em protesto em Ferguson

Agentes foram feridos durante manifestação em frente ao departamento de polícia

Dois policiais foram baleados na madrugada desta quinta-feira durante uma manifestação em Ferguson, no Estado americano do Missouri. A cidade enfrenta uma série de protestos desde que o jovem negro Michael Brown foi morto por um policial branco em agosto do ano passado. O tiroteio aconteceu em frente ao departamento de polícia. Um dos feridos levou um tiro no rosto e o outro, no ombro. Os policiais foram hospitalizados e, segundo as autoridades, estavam “conscientes”.

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O incidente ocorreu quando dezenas de manifestantes protestavam perto do departamento de polícia depois do anúncio de que o chefe de polícia da cidade, Thomas Jackson, havia renunciado. A saída de Jackson era uma das reivindicações mais frequentes dos protestos que tomaram as ruas de Ferguson desde a morte de Michael Brown. O chefe de polícia deixou o cargo na esteira de um relatório do Departamento de Justiça apontando conduta discriminatória dos policiais locais.

De acordo com Jon Belmar, chefe de polícia do condado de St. Louis, o protesto da noite desta quarta transcorria “sem grandes incidentes” até que os tiros foram disparados, quando a multidão já começava a dispersar. Pelo menos três disparos foram ouvidos. Os policiais atingidos estavam na frente da delegacia, fazendo um cordão de isolamento no local. Belmar declarou que os feridos foram atingidos “simplesmente porque eram policiais”. Segundo o jornal britânico The Guardian, embora alguns manifestantes tenham alegado que os tiros partiram de uma colina próxima, Belmar disse que quem fez os disparos estava entre o grupo que protestava. Por enquanto, ninguém foi preso.

Ferguson, no Estado americano do Missouri, entrou no noticiário internacional em agosto do ano passado, depois que o jovem negro Michael Brown, de 18 anos de idade, foi morto pelo policial branco Darren Wilson. Um grande júri, formado por cidadãos comuns, decidiu três meses depois que não havia provas suficientes para indiciar o policial, que também ficou livre de responder por violação de direitos civis.

(Da redação)