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Denúncia de ‘barba islâmica’ pode render R$ 890 na China

Cidade na região de Xinjiang, onde habita a etnia dos uigures muçulmanos, criou um fundo para recompensar "ações anti-terrorismo"

Denunciar um jovem com barba que represente sinal de extremismo islâmico pode valer 2.000 iuanes (cerca de 890 reais) de recompensa em Xinjiang, região noroeste da China. A área é cenário de tensão entre a etnia dos hans chineses e os uigures muçulmanos, de origem turca, que alegam ter sido os primeiros a ocupar a região.

As autoridades da cidade de Hotan criaram um fundo de 100 milhões de iuanes (44,1 milhões de reais) para financiar recompensas “antiterroristas”, informa a imprensa local. Os valores podem alcançar 5 milhões de iuanes (2,2 milhões de reais) pela revelação de um plano de atentado ou para qualquer um que “ataque, mate, provoque ferimentos ou controle os criadores de distúrbios”, revela um jornal de Hotan.

Segundo a publicação, levar às autoridades informações sobre um homem de barba, uma mulher totalmente coberta ou outros sinais de trajes tradicionais islâmicos pode render 2.000 iuanes ao informante. Denunciar extremistas que “se escondem na religião para perturbar o funcionamento dos mecanismos judiciais, administrativos e educativos, ou para atentar contra as leis do país” rende um milhão de iuanes (445.000 reais).

Na terça-feira, as autoridades de Pishan, localidade que tem sua administração vinculada a Hotan, pagaram 1,76 milhão de yuanes a policiais e funcionários das equipes de resgate que atuaram na semana passada para combater casos descritos pela polícia como “ataques militantes”. Criminosos mataram, a facadas, cinco pessoas em meio a uma multidão, antes que três agressores fossem abatidos pelas forças de segurança.

Xinjiang, que ocupa todo o noroeste da China, tem como etnia majoritária os uigures, população muçulmana de língua turca que acusa Pequim de repressão cultural e religiosa. O regime chinês acusa os separatistas uigures de terrorismo.

(Com AFP)

Comentários

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  1. E o terrorismo economico chines? Será que vamos ter a reciprocidade?

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  2. Vanessa Pereira

    Imagina se é Donald Trump que discriminasse alguém por conta da barba… seria o fim do mundo e teríamos que aturar os chiliques diários de tipos como Arnaldo Cokô, Tucanaldo Azevedo e o resto da malta esquerdopata que empesteia a redação de Veja.

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