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De Elon Musk, Tesla vai demitir mais de 10% dos funcionários globalmente

Memorando interno assinado por CEO foi visto pela agência de notícias Reuters nesta segunda-feira

Por Da Redação
Atualizado em 8 Maio 2024, 13h16 - Publicado em 15 abr 2024, 10h59

A Tesla, empresa automotiva de Elon Musk conhecida por seus carros com sistema de piloto automático, demitirá mais de 10% de sua força global, de acordo com um memorando interno visto pela agência de notícias Reuters nesta segunda-feira, 15.

Segundo último informe anual, a maior fabricante de automóveis do mundo em valor de mercado tinha 140.473 empregados em todo o mundo em dezembro do ano passado. O memorando visto pela Reuters não diz, no entanto, quantos postos de trabalho serão diretamente afetados.

“À medida que preparamos a empresa para a nossa próxima fase de crescimento, é extremamente importante olhar para todos os aspectos da empresa para reduzir custos e aumentar a produtividade”, disse Musk, CEO da empresa, no memorando. “Como parte deste esforço, fizemos uma revisão completa da organização e tomamos a difícil decisão de reduzir o nosso número de funcionários em mais de 10% globalmente”.

Fábrica da Tesla
Fábrica da Tesla (Mason Trinca/Getty Images)

Em dezembro, a empresa anunciou um recall de mais de 2 milhões de seus carros nos Estados Unidos para atualizar o sistema de piloto automático, Autopilot, com novos recursos de segurança que evitem o uso indevido da tecnologia.

Uma investigação da Administração Nacional de Segurança no Trânsito nas Estradas (NHTSA, na sigla em inglês), que começou em agosto de 2021, descobriu que “o design exclusivo da Tesla de seu sistema Autopilot pode fornecer engajamento inadequado do motorista e controles de uso que podem levar a previsível uso indevido”.

A NHTSA, principal agência reguladora de veículos dos Estados Unidos, decidiu averiguar a inovação depois de mais de uma dúzia de acidentes envolvendo os carros da montadora de Elon Musk.

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“É realmente importante que os sistemas de monitoramento do motorista levem em conta que os humanos confiam demais na tecnologia”, disse a administradora interina da NHTSA, Ann Carlson, à agência de notícias Reuters.

A invenção da automobilística de Musk possibilita que os carros dirijam, acelerem e freiem automaticamente dentro de sua faixa, e a versão aprimorada permite a troca de faixas em uma rodovia. No entanto, ambos os sistemas não tornam os carros autônomos.

A NHTSA apontou que riscos de acidentes podem ser elevados em situações em que o motorista não mantém a responsabilidade pela operação do veículo, sem a capacidade de intervir quando ele é desativado. A agência abriu mais de trinta investigações sobre batidas de carros Tesla em que há suspeita do uso do sistema, que somam, até agora, ao menos 23 mortes.

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