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Cúpula Social do Mercosul começa com painel sobre direitos humanos

O Mercosul iniciou, neste domingo, no Uruguai, uma Cúpula Social com uma revisão histórica do Plano Condor, mecanismo de coordenação repressiva entre as ditaduras da região nos anos 1970, e uma revisão aos processos de “verdade e justiça”, em andamento.

Durante encontro de presidentes dos países do bloco, representantes sociais debaterão durante dois dias como afiançar a cooperação social e multiplicar, assim, a participação cidadã na integração regional.

Na abertura do painel, denominado “Terrorismo de Estado no contexto da Operação Condor e os processos de verdade e justiça no Cone Sul”, Pedro Lanteri, diretor da rádio de Associação das Mães da Praça de Maio, da Argentina, disse que “este é o pontapé inicial” para a formação de “uma comissão de direitos humanos formada pela comunidade civil”.

“A história merece ser conhecida, investigada e julgada para que não se repita”, acrescentou Lanteri.

Para o secretário executivo da Secretaria Geral da Presidência brasileira, Rogerio Sottili, “a integração e, sobretudo, a integração dos povos para nosso governo brasileiro são princípios orientadores e valores fundamentais”.

Sottili acrescentou que é a participação social “a que assegura a adesão das políticas públicas aos objetivos coletivos das nossas sociedades” e que se os governos querem cumprir com sua “missão democrática”, não poderão deixar “de ouvir e escutar os movimentos sociais”.

A jornalista e escritora argentina Stella Calloni disse que é fundamental que “o tema dos direitos humanos seja uma coisa cooperativa, coletiva (…). Temos um montão de elementos que, se juntarmos, podemos fazer grandes descobertas e chegar à raiz e aos autores intelectuais” do Plano Condor, acrescentou.

A primeira Cúpula Social do Mercosul foi celebrada em Brasília, em 2006, e desde a cúpula de chefes de Estado de 2007, no Rio de Janeiro, se tornou uma atividade permanente em encontros do bloco regional.

Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai são membros plenos do Mercosu, enquanto a Venezuela está em processo de adesão, e Chile, Bolívia, Peru, Colômbia e Equador são membros associados.