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Cuba alerta para chegada de cinzas de vulcão espanhol Cumbre Vieja

Partículas geradas por erupção, que completou 15 dias no domingo, foram registradas a mais de 6.000 quilômetros de distância

Por Da Redação 4 out 2021, 17h21

Autoridades cubanas alertaram nesta segunda-feira, 4, para um aumento da concentração de partículas suspensas e poeira misturada com dióxido de enxofre procedentes do deserto do Saara e da erupção do vulcão Cumbre Vieja, na ilha espanhola de La Palma. Os dois pontos ficam a mais de 6.000 quilômetros de distância.

Neste domingo, 3, data em que completou 15 dias em erupção, o vulcão registrou duas novas fissuras, se tornando “mais agressivo”. Com o aumento da atividade, parte da estrutura do cone foi derrubada, segundo o Instituto Vulcanológico das Ilhas Canárias (Involcan), que já havia alertado que a erupção pode durar de 24 a 84 dias, levando em conta dados históricos da região e a média de duração do fenômeno, de 55 dias. 

A superfície afetada pela lava já é de 399 hectares e, até o momento, foram afetadas 1.074 construções. Dessas, 946 foram totalmente destruídas.

Atravessando o Atlântico Norte, a mais de 6.000 quilômetros de distância, modelos criados pelo Centro Meteorológico Provincial de Camaguey, em Cuba, apontam que uma nuvem com dióxido de enxofre chegará à ilha nesta segunda-feira, se espalhando por todo o território cubano já a partir da terça-feira.

Cinzas do vulcão já haviam sido detectadas em Porto Rico e parte da região do Caribe neste domingo, causando a deterioração da qualidade do ar. 

Em resposta, especialistas do Ministério de Saúde Pública cubano recomendaram que moradores evitem exercícios ao air livre e protejam as vias aéreas, principalmente usando máscaras. De acordo com o ministério, as nuvens são carregadas de materiais prejudicais à saúde, sobretudo para pessoas com problemas respiratórios e alergias.

Com temperatura de mais de 1.000°C, a lava, entretanto, segue previsões e flui para o oceano em uma corrente contínua, descendo em cascata e criando um delta com uma frente larga, que já atingiu uma profundidade de 24 metros no mar, de acordo com o Instituto Geográfico Nacional da Espanha.

O presidente das Ilhas Canárias, Ángel Víctor Torres, em entrevista a uma emissora de rádio local, afirmou esperar que o fluxo de lava deixe de se expandir, dado o efeito devastador que teve sobre as casas e fazendas, após a abertura de um canal que o direciona para o mar, onde continua a fluir “normalmente”.

Desde que a lava chegou ao mar, o fluxo principal mostrou “alguma estabilidade”, com “transbordamentos em alguns pontos” e “um ramo que se separou do eixo principal”, mas a tendência é a canalização do magma, segundo o Plano de Emergência Vulcânica das Ilhas Canárias (Pevolca).

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