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Covid-19: Chile dará seguro de vida gratuito a profissionais da saúde

Ao menos cinco trabalhadores do setor já morreram devido a infecções por coronavírus; iniciativa deve beneficiar 234.900 pessoas

Por Da Redação - 28 Maio 2020, 15h07

O ministro da Saúde do Chile, Jaime Mañalich, anunciou na quarta-feira 27 a concessão de seguro de vida gratuito para todos os trabalhadores da saúde. O setor contabilizou uma nova morte pela Covid-19, doença causada pelo coronavírus, elevando para cinco o total de óbitos entre esses profissionais.

“Este seguro de vida tem efeito retroativo, desde que começou a pandemia até 31 de dezembro deste ano, e vale para todos os trabalhadores da saúde, seja por regime de contratação, de plantão ou de honorários”, explicou Mañalich.

De acordo com o ministro, a iniciativa parte da Associação de Seguradoras do Chile e beneficiará 234.900 trabalhadores.

“Sabemos que as pessoas que estão atendendo diretamente os pacientes [com coronavírus] correm riscos adicionais. Lamentamos a perda de cinco trabalhadores da saúde”, disse Mañalich. De acordo com o Conselho Internacional de Enfermeiros, ao menos 90.000 profissionais da saúde em todo o mundo foram contaminados pelo vírus, mas estima-se que o número deva ser extremamente maior, devido à falta de dados oficiais.

Na quarta-feira, autoridades da saúde confirmaram a morte de Juvenal Campos Moreno, de 69 anos, que trabalhava em um centro médico – o quinto trabalhador do setor a morrer por Covid-19 desde que a pandemia atingiu o Chile, em 3 de março.

Quarentena postergada

Segundo um levantamento em tempo real da Universidade Johns Hopkins, o Chile chegou a 82.289 casos da doença, após registrar 4.328 novos contágios nas últimas 24 horas, a maioria em Santiago. O aumento fez com que o governo decidisse prorrogar a quarentena na capital até 5 de junho, que mantém um terço da população – cerca de 19 milhões de pessoas – sob confinamento. Ao todo, o país já computou 841 mortes causadas pelo coronavírus.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, já havia informado no início da semana que o sistema de saúde do país está sob pressão e “muito perto do limite”. Segundo o governo, mais de 1.000 pessoas foram hospitalizadas por doenças associadas ao novo coronavírus.

Na terça-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a propagação do coronavírus está acelerando no Chile, assim como no Peru e no Brasil. A organização declarou que a América Latina tornou-se o novo epicentro da pandemia, ultrapassando a Europa e os Estados Unidos no número diário de infecções.

(Com EFE)

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