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Coronavírus: Estados Unidos ultrapassa China, Itália e Espanha em casos

Com mais de 81.000 casos confirmados, os americanos se tornaram o epicentro da pandemia no mundo; mais de 1.100 pessoas morreram no país

Por Da Redação - Atualizado em 26 mar 2020, 20h43 - Publicado em 26 mar 2020, 18h50

Os casos confirmados do novo coronavírus (SARS-CoV-2) nos Estados Unidos até esta quinta-feira, 26, ultrapassaram os da China, da Itália e da Espanha. Foram registrados 81.488 enfermos, conforme estimativa do jornal americano The New York Times, o que tornam os Estados Unidos o epicentro da epidemia. Em termos de mortes, o país está bem atrás das três nações que, até há pouco, eram as mais afetadas pela Covid-19, doença causada pelo coronavírus. Houve até o momento, 1.170 óbitos.

A China registrou até esta quinta-feira 81.285 casos, com 3.287 mortes. Na Itália, são 80.539 e 8.165 óbitos, e na Espanha, 56.197 casos e 4.145 mortes.

Todos os 50 estados americanos registraram pelo menos um caso da Covid-19. Nova York é o estado mais atingido, com 37.258 enfermos, responde por mais de 45% do total de casos no país e confirmou 387 mortes.

Em comparação, Nova York, com 19 milhões de habitantes, tem mais casos que toda a Alemanha que, com uma população de 82 milhões, contabilizou 36.508 enfermos e é o quinto país mais atingido no mundo pela pandemia. Andrew Cuomo, governador de Nova York, decretou quarentena a todos os cidadãos do estado desde sexta-feira 20.

O primeiro caso do novo coronavírus nos Estados Unidos foi reportado no final de janeiro no estado de Washington, na costa oeste americana, a cerca de 4.500 quilômetros do estado de Nova York.

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US$ 2 trilhões

O Senado americano aprovou na madrugada desta quinta-feira um plano histórico de 2 trilhões de dólares (10 trilhões de reais) de apoio à primeira economia mundial, asfixiada pela pandemia da Covid-19. Embora os 2 trilhões de dólares sejam destinados principamente ao alívio econômico, 100 bilhões de dólares estão previstos para ajudar hospitais e sistemas de saúde em todo o país.

Dentre as principais medidas do pacote está o envio direto de 1.200 dólares a todos os trabalhadores americanos que ganhem até 75.000 dólares por ano. Aqueles que ultrapassam a marca dos 75.000 dólares e não tenham salário anual maior que 99.000 dólares também receberão dinheiro diretamente do governo, mas em menor quantia. Ainda há um adicional de 500 dólares por criança.

O pacote também prevê que o benefício do seguro desemprego seja estendido por 13 semanas. Mais de 3 milhões de americanos foram demitidos apenas na semana passada, segundo o Departamento do Trabalho americano.

Cuomo disse na quarta-feira que o pacote seria “terrível” para o estado de Nova York. O governador criticou o fato de serem destinados apenas 3,8 bilhões de dólares ao governo estadual, que deverá arcar com a perda de até 15 bilhões de dólares em receita devido à epidemia. 

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O texto ainda tem que passar pela Câmara dos Representantes e ser sancionado pelo presidente, Donald Trump. O pacote “passará com forte apoio  de democratas e republicanos”, disse a presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi. Os deputados votarão nesta sexta-feira, 26, antecipou Pelosi.

Trump já havia sancionado em 6 de março   quando a epidemia no país havia atingido menos de 300 pessoas um outro pacote do Congresso, mas com enfoque na área da saúde e que envolvia apenas 8,3 bilhões de dólares. Desse valor, 3 bilhões de dólares (14 bilhões de reais) foram destinados apenas à pesquisa para a produção de uma vacina.

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