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Coreia do Norte revela por que condenou americano

Segundo Pyongyang, Kenneth Bae trouxe materiais para desestabilizar regime

Por Da Redação 10 Maio 2013, 10h26

Um cidadão americano de origem coreana detido na Coreia do Norte foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados por introduzir no país “material para desestabilizar o regime”, informou nesta sexta-feira o Tribunal Supremo norte-coreano no primeiro esclarecimento sobre as acusações contra o réu.

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Pae Jun-ho, cujo nome americano é Kenneth Bae, de 44 anos, foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados no dia 2 de maio. Bae foi detido em 3 de novembro de 2012 na cidade portuária de Rason (nordeste), com um visto de turista.

Para a Coreia do Norte, Kenneth Bae é um ativista cristão evangelista, enviado a China entre 2006 e 2012 para estabelecer “bases de complô” com o objetivo de derrubar o regime de Pyongyang. “Cometeu atos como estimular os norte-coreanos que estão no exterior, ou estrangeiros, a cometer atos hostis para derrubar o governo, iniciando uma campanha de difamação”, afirma um comunicado divulgado pela agência oficial norte-coreana KCNA.

Segundo a imprensa sul-coreana, o americano é diretor de uma agência de viagens e estava com vários turistas. Um deles transportava um disco rígido que continha supostos dados comprometedores.

O comunicado afirma que o réu foi detido quando transportava obras críticas do regime, em Rason. Ele não foi condenado à pena de morte porque confessou todos os crimes atribuídos, segundo um porta-voz do Tribunal Supremo. O governo americano exigiu a “libertação imediata” de Kenneth Bae, mas Pyongyang disse que não negociará a libertação. Pyongyang já libertou cidadãos americanos depois de visitas de emissários de alto nível.

(Com agência France-Presse)

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