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Coreia do Norte pode reativar reator nuclear em dois meses

China tentou convencer governo norte-coreano a desistir de testes nucleares

A Coreia do Norte pode reativar um dos reatores nucleares da central de Yongbyon em um ou dois meses, o que permitiria ao regime acelerar seu programa de armamento atômico, afirmou na segunda-feira um centro de estudos da Johns Hopkins University, nos EUA.

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Com base em fotos tiradas por satélite entre 16 e 22 de maio, o Instituto EUA-Coreia da SAIS (Escola Paul H. Nitze de Estudos Internacionais Avançados) afirmou que Pyongyang fez “avanços reais” nessa central, especialmente no reator com potência de 5 MW.

“Em um ou dois meses, esse reator poderá voltar a funcionar, mas a disponibilidade de novas barras de combustível ainda não é segura”, afirmou o instituto em seu blog “38 North”. “Uma vez operacional, o reator poderá produzir pelo menos 6 kg de plutônio por ano, com potencial para fabricar armas nucleares”, completa o instituto.

China – Uma fonte não identificada disse à agência de notícias Reuters que o governo chinês tentou convencer um enviado do ditador norte-coreano, Kim Jong-un, de interromper os testes nucleares e de mísseis, mas o governo de Pyongyang mostrou pouca disponibilidade de acatar o pedido. A China aconselhou a Coreia do Norte a deixar o programa nuclear de lado e se concentrar em reconstruir sua economia, algo que já tinha dito antes.

Kim enviou, no final do mês passado, o vice-presidente do órgão militar superior do país, Choe Ryong-hae, para explicar as recentes ações da Coreia do Norte, mas ele teve uma recepção morna de seus anfitriões chineses, disse a fonte, que teria laços estreitos com Pequim e Pyongyang.

Kim Jong-un assumiu o poder em dezembro de 2011 e realizou dois lançamentos de foguetes de longo alcance e um teste de armas nucleares desde então. Ele também embarcou em uma campanha de um mês com ameaças contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

Choe, nominalmente um general mas sem nenhuma experiência militar conhecida, é o principal líder ideológico do Exército Popular Coreano. Ele esteve em Pequim com vestimenta militar completa, em contraste com os seus homólogos chineses, que estavam de terno. Especialistas disseram que a visita de três dias foi uma tentativa da Coreia do Norte de fazer as pazes com seu único grande aliado, que tem criticado Pyongyang ultimamente.

Depois das reuniões, em que Choe teve conversas com o presidente chinês, Xi Jinping, a Coreia do Norte prometeu tomar “medidas positivas para a paz”, enquanto a China reiterou que busca a “calma e moderação” na península coreana.

(Com agências EFE e Reuters)