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COP25: plenário continua dividido em relação a projetos de resolução

União Europeia e países como o Brasil e México estão em desacordo com os textos apresentados até o momento

Por Agência Brasil - 14 dez 2019, 16h49

O plenário da reunião do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) continua dividido, com União Europeia e países como o Brasil e México em desacordo com os projetos de resolução apresentados na manhã deste sábado, 14.

A delegação da União Europeia declarou que não pode sair de Madrid “sem uma forte mensagem de ambição”. “É algo que, no exterior, esperam de nós, e nós temos que ouvir esse apelo”, afirmou a porta-voz da delegação, defendendo que o projeto de declaração final “precisa de ser fortalecido e o nível de ambição tem que ser mais elevado”.

A delegação mexicana notou também que no rascunho de resolução “não há referência a um dos feitos mais aplaudidos” da conferência: “a adoção de um novo plano de ação que leve em conta os direitos humanos e os desafios que as comunidades locais e os povos indígenas enfrentam”.

Do mesmo modo, a delegação do Belize assinalou que “esta era a COP da ambição, mas não se vê”, acrescentando que “as referências à ciência foram enfraquecidas e todas as referências a reforçar as contribuições nacionais desapareceram”.

O Brasil manifestou “profundo desconforto” com a inclusão no texto de uma proposta para aprofundar o debate sobre os efeitos das alterações climáticas em terra, entendendo que “não há razão para prosseguir esta discussão”, que se debruça sobre gestão de florestas e outros temas.

“Queremos que se apague qualquer proposta nesse sentido, e não estamos sozinhos nessa posição”, tratando-se de “uma linha vermelha” para a representação do Brasil e para países como a Argentina ou o Uruguai.

Arábia Saudita e Rússia manifestaram-se contra a posição brasileira, defendendo que não há razão para manter no texto referências aos efeitos do aquecimento global nos oceanos e retirar as que dizem respeito aos efeitos em terra.

Com o plenário novamente interrompido, foi dado tempo às delegações para estudarem e decidirem sobre um novo texto que se refere à aplicação do artigo 6 do Acordo de Paris para limitar o aquecimento global, que será novamente analisado numa reunião que não tem, para já, fim à vista.

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