Colômbia: propina da Odebrecht teria financiado reeleição de Santos | VEJA
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Colômbia: propina da Odebrecht teria financiado reeleição de Santos

Repasse teria sido feito por ex-congressista acusado de favorecer a construtora, segundo o Ministério Público colombiano

Por Da redação 7 fev 2017, 21h52

O Ministério Público da Colômbia informou nesta terça-feira que parte de uma propina que a empreiteira Odebrecht pagou a um ex-senador colombiano “teria sido” destinada à campanha de reeleição do presidente Juan Manuel Santos em 2014.

O ex-congressista Otto Bula, acusado de favorecer a Odebrecht na adição do contrato de uma obra pública, “realizou durante o ano de 2014 duas remessas para a Colômbia (…) na soma total de um milhão de dólares, cujo beneficiário final teria sido a gerência da campanha ‘Santos Presidente – 2014′”, disse o procurador-geral, Néstor Humberto Martínez, em coletiva de imprensa.

  • Roberto Prieto, chefe de campanha de Santos, negou, por meio de comunicado, ter recebido dinheiro da construtora brasileira e afirmou que não conhece o ex-congressista Otto Bula, reportou o jornal colombiano El Tiempo.

    Peru

    Nesta terça-feira, a promotoria do Peru afirmou ter pedido a um tribunal a prisão por dezoito meses do ex-presidente peruano Alejandro Toledo, acusado de receber subornos milionários da Odebrecht. O pedido de prisão preventiva de Toledo, que governou o país entre 2001 e 2006, será avaliado pelo juiz Richard Concepción, disse o Poder Judiciário em sua conta no Twitter.

     

    Segundo reportagem recente do jornal La Republica, o ex-presidente peruano recebeu 20 milhões de dólares (63 milhões de reais) em suborno da Odebrecht, em pagamentos escalonados a partir de 2005, quando ainda era presidente, até o ano de 2008, já no governo de seu sucessor Alan García.

    (Com AFP)

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